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Querida Júlia

Aula Magistral de José Cid

O cantor é surpreendido e homenageado!

É o terceiro filho de Francisco Albano Coutinho Ferreira Tavares (neto do barão de Cruzeiro) e de Fernanda Salter Cid Freire Gameiro e nasceu na Chamusca a 4 de Fevereiro de 1942.



Em 1948, com seis mudou-se com os pais para Mogofores, perto de Anadia, para a casa dos avós paternos.

Iniciou a sua carreira musical em 1956, com a fundação de Os Babies, agrupamento musical que se dedicava à interpretação de covers.

Em 1960 criou em Coimbra o Conjunto Orfeão, com José Niza, Proença de Carvalho e Rui Ressurreição.



Em 1965 abandona Coimbra, onde frequentava a Faculdade de Direito, sem terminar o primeiro ano. Ingressa nesse ano no Instituto Nacional de Educação Física.



Após uma audição é convidado a entrar para o grupo Mascarilhas que daria depois origem ao Quarteto 1111.

José Cid também não chega a concluir o curso de Educação Física, porque em 1968 é chamado a cumprir o Serviço Militar. Até 1972 permaneceu como oficial miliciano da Força Aérea Portuguesa, no Centro de Formação Militar e Técnica, situado na Ota. Dava aulas de ginástica de manhã, saia à tarde para ensaiar na garagem e actuava com o Quarteto 1111 aos fins-de-semana.



Popularizou-se como teclista e vocalista no Quarteto 1111, tendo grande êxito com o tema A lenda de El-Rei D. Sebastião, de 1967, um tema inovador no panorama musical da época.

Ainda com o quarteto, concorreu ao Festival RTP da Canção de 1968, com Balada para D. Inês. O álbum homónimo do Quarteto 1111 seria editado em 1970, mas não chegou sequer a sair para o mercado, por interferência da censura.

Em 1973, o Quarteto 1111 adoptou o nome Green Windows, numa tentativa de internacionalização.



Concorreu ao Festival RTP da Canção de 1974, a solo com A rosa que te dei, e com os Green Windows, que apresentaram as canções No dia em que o rei fez anos e Imagens. Uma das suas composições mais conhecidas, Ontem, hoje e amanhã, seria premiada no Festival Yamaha de Tóquio, em 1975.



Em 1978, lançou o álbum 10.000 anos depois entre Vénus e Marte, um marco na história do rock progressivo, que viria a obter mais tarde reconhecimento a nível internacional, sendo incluído numa lista de 100 melhores álbuns de rock progressivo do mundo, organizada pela revista americana Billboard.



No Festival OTI da Canção, de 1979, ficou em terceiro lugar com Na cabana junto à praia.

Com a canção Um grande, grande amor venceu o Festival RTP da Canção, em 1980, com 93 pontos. No Festival Europeu da Canção, conquistou um honroso sétimo lugar, com 80 pontos, entre dezanove concorrentes.

Seguiu-se a gravação dos temas Como o macaco gosta de banana e Portuguesa bonita.



No início dos anos 1990, fez estalar uma polémica, ao posar nú para uma revista social, com um dos seus discos de ouro. A intenção foi protestar contra a forma como as rádios desprezavam os intérpretes portugueses, incluindo ele próprio, em proveito de intérpretes estrangeiros.



Em 2006 reapareceu perante o público, no palco do Cabaret Maxime, em Lisboa, em dois espectáculos completamente esgotados.

Em 2007 actuou no Campo Pequeno para 4800 espectadores, convidando André Sardet, Luís Represas e os elementos do Quarteto 1111.



José Cid casou-se com Emília Infante da Câmara Pedroso, com quem teve uma filha, Ana Sofia, nascida em 1964. Ana Sofia viria a colaborar com o pai em algumas letras e nos coros de várias músicas. Ana Sofia é mãe do único neto de José Cid e é um avô babado. No seio da família José Cid é "acompanhado" pelo sobrinho Gonçalo Tavares no gosto pela música.



Teve um segundo casamento, com Maria Armanda Ricardo, que durou doze anos. Assumido como monárquico e anarquista, continua a viver em Mogofores, passando longas temporadas na sua Chamusca natal.

É pretendente ao título de barão do Cruzeiro, um título concedido a Francisco Luis Ferreira Tavares, seu bisavô, pelo rei D. Luís I, coisa a que José Cid confessa não dar muita importância.

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