Assim, continua o embaixador, "o perigo, hoje, para os EUA, para Portugal e para todo o mundo livre, não vem de um país vizinho que invada ou tente conquistar", mas "dos estados falhados do mundo, onde há cerca de 2 mil milhões de pessoas" e que ficam, sobretudo, em África.

O diplomata, que celebrou recentemente mais um 4 de Julho, o Dia da Independência dos EUA, garante não ser diferente dos outros norte-americanos, pois tem "um grande sentido de orgulho e patriotismo pelo seu país" por ter sido a "primeira democracia" e por "levar a causa da democracia e da liberdade a todo o mundo".

O embaixador refere ainda que os EUA têm "um determinado fardo em cima, enquanto maior super-potência livre e democrática". Alfred Hoffman diz entender as críticas que possam ser feitas aos EUA por alguns estados ocidentais, mas afirma, no entanto, que essas críticas se referem "à forma como os Estados Unidos tentam alcançar os seus objectivos", e não aos objectivos em si.

O estatuto dos prisioneiros de Guantanamo, as relações entre os Estados Unidos e Portugal, assim como o financiamento do sistema político norte-americano, são outros temas de destaque nesta entrevista.