São portugueses especiais, que não deixaram que a vida lhes trocasse as voltas. Mesmo com deficiências, praticam desporto ao mais alto nível. E trouxeram medalhas para casa. Carlos Lopes, invisual, era recordista de atletismo, nos 100 e 200 metros. E consegue, como qualquer outro, usar o computador no dia de trabalho, com a ajuda de um sintetizador de voz e uma linha de braille.

Em 1996 houve outra atleta que se distinguiu: Susana Barroso, que não deixou que a paralisia cerebral lhe roubasse medalhas na natação.

Carlos Pereira preferiu os cavalos, e foi o primeiro cavaleiro português na equitação adaptada nos Jogos Paralímpicos. Mesmo sem mobilidade no braço direito.

São atletas por inteiro, mas que lutam por ter o apoio que outros, com menos dificuldades, dão por garantido. Sem patrocinadores particulares, é muito difícil conseguir os meios para treinarem.

No Perdidos e Achados desta semana reencontrámos estes atletas que tudo fazem para vencer as barreiras que o corpo lhes impôs, e saber como lutam diariamente para manter o sonho vivo.



Jornalista: Nuno Pereira
Imagem: Franco Santos
Montagem: João Henriques
Produção: Eduarda Batalheiro; Diana Matias
Coordenação: Sofia Pinto Coelho
Direcção: Alcides Vieira