Dar melhores condições de vida aos idosos é o objectivo da Segurança Social, que continua a aumentar o número de lugares em lar comparticipados, como foi o caso do Lar de Santo António

Sete mil vila-realenses já recebem o Complemento Solidário ao Idoso (CSI), um número que coloca o distrito em primeiro lugar na implementação desta medida de combate à pobreza, garantiu Rui Santos, director do Centro Distrital de Segurança Social (CDSS), de Vila Real, no dia 15, aquando da cerimónia de assinatura do protocolo de cooperação com Centro Social e Paroquial de Santo António para a comparticipação de mais 20 lugares no lar.

Segundo o mesmo responsável, só na capital de distrito são cerca de mil os idosos que recebem, ao abrigo do CSI, uma média de 100 euros mensais, o que “representa um incremento de 25 por cento no valor da sua reforma”.
“Um valor que pode ser considerado pouco para alguns, mas que faz a diferença para muitos idosos”, revelou Rui Santos.

Criado em finais de 2005, o CSI assume-se como uma medida extraordinária de combate à pobreza dos idosos, por outras palavras, trata-se de uma prestação da Segurança Social, destinada a pensionistas de baixos recursos.

Aplicado de forma progressiva num período de quatro anos, o governo estipulou que no seu primeiro ano de existência o complemento fosse direccionado aos idosos com idade superior a 80 anos, e que em 2007, 2008 e 2009, este fosse alargado à população com idade acima dos 75, 70 e 65 anos, respectivamente. No entanto, as condições orçamentais de 2006, permitiram encurtar em um ano este processo.

A par do factor idade, o acesso ao completamento tem outras premissas, nomeadamente os rendimentos anuais do idoso (que não devem ser superior a 4.338,60 euros tratando-se de uma pessoas isolada e de 7.592,55 euros tratando-se de um casal) e outros rendimentos provenientes do seu conjugue ou dos filhos.

O director do CDSS falava durante a cerimónia de assinatura do protocolo de co-operação com o Centro Social e Paroquial de Santo António para a comparticipação de mais 20 camas, completando assim o apoio à totalidade da sua capacidade (34 lugares).

“Já atribuíamos ao lar de Santo António 230 mil euros por ano, com este protocolo vamos atribuir mais 81 mil euros”, contabilizou Rui Santos, recordando que a Segurança Social já tem protocolos de cooperação com 23 instituições do distrito, num total de 57 valências e um investimento anual na ordem dos 5,6 milhões de euros.

“A conclusão deste lar representa uma nova etapa do nosso serviço à comunidade”, sublinhou o padre Diamantino Maciel Rodrigues, da direcção do Centro Social e Paroquial de Santo António, deixando ainda uma mensagem de agradecimento a todos quanto ajudaram à construção da nova infra-estrutura.

Iniciado em 2005, o lar foi construído com a boa vontade de empresas e da população em geral e, apesar de não haver ainda um balanço final relativamente ao investimento, o Padre Maciel sublinhou a sua grande importância para a população das paróquias de Santo António e São Pedro.