A caravana passa e costuma deixar bonés, canetas e outras ofertas. Recordações para lembrar o eleitorado das promessas, dos candidatos, das cores partidárias. Nestas autárquicas foram gastos mais de onze milhões de euros em brindes, segundo os orçamentos consolidados entregues no Tribunal de Contas.

O PSD é o mais generoso nestas ofertas, tendo gasto mais de cinco milhões de euros. O PS orçamentou 3,4 milhões, seguindo-se o CDS com uma fatia de mais de dois milhões de euros. Entre os cinco principais partidos, a CDU não especificou o montante gasto e o Bloco de Esquerda ficou-se por pouco mais de 13 mil euros.

A estas despesa somam-se as dos materiais de campanha como os cartazes, e ainda as comunicações, gastos em transportes e estadias, para não falar dos comícios. No total foram gastos mais de cem milhões de euros.

O PSD volta a ficar no topo da lista, com mais de 45 milhões de euros. PS e CDS/PP estão qusse empatados, com cerca de 27 e 23 milhões de euros, respectivamente. A CDU quase chegou aos dez milhões e os bloquistas ficaram-se pelos 2,3 milhões de euros.

O apoio do Estado às máquinas partidárias é cerca de metade destes orçamentos, pelo que cada português contribui com mais de cinco euros. A campanha para as autárquicas 2005 foi a mais cara de sempre, e resulta das modificações à nova lei do financiamento dos partidos. Os custos foram dez vezes mais altos do que em 2001.