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Todas as segundas-feiras, no Jornal da Noite da SIC.
De forma muito informal e através de uma linguagem acessível, a jornalista Raquel Marinho e o psicólogo Eduardo Sá dão oportunidade a crianças, jovens e adolescentes de dizerem de sua justiça sobre questões que nem sempre têm oportunidade de debater com os pais e professores.

Participe, através do endereço livrodereclamacoes@sic.pt

27-03-2007


As saídas à noite (vídeo)

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20-03-2007


A importância de brincar (vídeo)

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16-03-2007


Mais comentários sobre os trabalhos de casa

Eu acho que os professores não deviam madar tantos trabalhos de casa exagerados.

Vou agora explicar porque digo isto. Para mim os professores deviam tomar em conta os outros professores, porque se um professor no mesmo dia marcar muitos t.p.c.(trabalhos de casa), o outro calha de marcar alguns dessa discipilina, pois mas nós já temos dá outra e aula que vamos ter a seguir o professor marcará e quando chegarmos a casa temos que nos dedicar a faze-los. Mas temos mais actividades por fora do recito escolar, e por vezes acabamos de faltar a essas actividades, porque não queremos ter uma falta de trabalhos de casa.

Cláudia, estudante do 2ºciclo



Vi atentamente a reportagem sobre os deveres de casa. Sou uma mãe jovem (36 anos) de um filho de 14 anos e sou licenciada. Considero-me uma mãe companheira, compreensiva mas também ciente do dever de educar um filho. Sempre aconselhei o meu filho a lanchar em primeiro lugar e ver um desenho animado ou outr actividade antes de fazer os deveres de casa porque sempre achei que isso descontrai a criança. Contudo, ao contrário de muitos pais e algums professores sou totalmente a favor do deveres de casa. Acho até que os nossos filhos não trazem deveres suficientes para casa.
Nasci e estudei em França e todos os dias tinha deveres de casa que me ocupavam seguramente 3 horas por dia e isso incutiu em mim o dever de estudar, tanto mais que em França os testes não são marcados de antecedência, são sempre de surpresa. O que nos obrigava forçosamente a ter a matéria em dia.
Os meus pais não me podiam ajudar dado que ambos apenas têm a $ª classe, mas talvez até fosse melhor porque aprendi a procurar as soluções em vez de perguntar logo directamente aos pais como tantos jovens fazem, sem pelo menos procurar,. Eu ajudo o meu filho mas recuso-me a dar-lhe as soluções. Por isso compro-lhe todos os meios (internet, livro, Diciopédia, ect...) de forma a que possa investigar por si. Só depois de demonstrar que procurou é que pode recorrer a mim.
Por isso não vejo qual o drama dos deveres de casa. Brincar SIM! Mas isso é compatível com deveres de casa porque apesar de ter deveres que me ocupavam muito tempo muito brinquei eu com as minhas Barbies.

Isabel Cardoso Batista Grilo
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14-03-2007


Muitos trabalhos de casa

Alguns dos comentários que chegaram por e-mail ao "Livro de Reclamações":

Eu chamo-me Bárbara e tenho 11 anos e o meu irmão tem 8 anos e o seu nome é Pedro.
Nós costumamos ter bastantes trabalhos de casa e é habitual estarmos aborrecidos, porque ao fazer os trabalhos de casa e com as melhores horas da tarde ocupadas (entre as 16:00 e as 18:00) sobra-nos pouco tempo para nos divertirmos. Vimos a vossa reportagem e concordamos plenamente.
Como somos espectadores assíduos e sabemos que querem melhorar o vosso programa, sugerimos que façam o seguinte:
Entrevistem os professores para saber as suas opiniões sobre este assunto e perguntem-lhes se mandam muitos trabalhos de casa.
Atenciosamente:
Bárbara e Pedro



Eu sou o Bruno, tenho 11 anos e ando no 5º Ano.
É habitual os professores marcarem os testes de avaliação todos na mesma semana, e também com TPC's para fazer.
Como tenho aulas de manhã e de tarde é muito complicado e cansativo.
Os meus pais também não acham bem.
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13-03-2007


Trabalhos de casa (vídeo)

Uma obrigação muitas vezes diária e, na opinião das crianças, algumas vezes excessiva.

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06-03-2007


O divórcio (vídeo)

No "Livro de Reclamações", as crianças falam sobre o divórcio:

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02-03-2007


«Faz uma birra... que isso passa!»

As birras são um jogging. Dos mais populares. Ocorrem, habitualmente, ao fim de semana e - supõe-se - são mais praticadas pelas crianças. Habitualmente, surgem numa grande área comercial. E, de preferência, quando a mãe, embaraçada (e a exigir a maior das calmarias) faz cerimónia junto de uma amiga que elogia as boas maneiras do seu mais delicado... «queridinho». («Queridinho», estarão avisados, é daquelas formulas, infalíveis, dos pais que, depois de contraírem todos os músculos do rosto, como quem vai morder, acaba num sorriso forçado, onde as sílabas saem, uma cada vez mais ofegante do que a outra, de uma maneira muito parecida com a daqueles halterofilistas que, depois de levantarem pesos-pesados, agradecem que ninguém lhes respire para cima, porque senão caiem).

Antes de esticar os decibéis até que toda a gente faça cara de mau, a birra passa por um grito estridente de raiva, em que o coração fica ao pé da boca, a alma à flor da pele e o ar, nos pulmões, anda num virote. Nessa altura, os pais perdem o sorriso embaraçado e, depois do primeiro apertão no braço dos pequenos, já não se sabe quem diz a quem: «sai da minha vida!». Enquanto uma criança, apertada debaixo do braço dos pais, caminha, a passo largo, até ao parque de estacionamento mais próximo, e só esperneia para não perder o brio, já os pais estão tingidos de vermelho e, não fosse estarem engasgados, decerto que só conseguiriam soletrar: «e não se pode exterminá-las?...» (Às birras, está claro…). Nessa altura, quando no carro-vassoura das birras das crianças vêm as lamúrias, já os pais esbracejam e espumam com a mais fina das raivas, e acenam com uma over dose de castigos: «ficas sem sobremesa duas semanas, estás proibido de brincar com a PlayStation nos próximos meses, não vais às festas da Mariana e do Pedro…». Por outras palavras, quem semeia birras... colhe tempestades.

Como são complicadas as birras dos crescidos! Cruzam os braços, fazem cara de maus, pespegam um ar sabedor, de quem diz: «birras como essa faço eu ao pequeno-almoço» (e, mal uma criança se distrai, armam-se em vítimas como quem desabafa: «foi ele que começou!».) Na verdade, o número 10 dos rezingões são os pais. Sobretudo, aqueles que, quando eram pequeninos, nunca disseram aos seus pais (por medo, certamente): «quando eu for grande, faço tudo aquilo que quiser» (que transformou as suas birras num interminável: «agarrem-me que eu vou-me a eles«!»). Ameaças, está-se a ver.

Na verdade, os pais sabem que são precisos dois teimosos para se dançar uma birra. Mas quando tentam, candidamente, perceber como se lida com as birras dos mais pequenos não as receiam: têm é medo do que são capazes de fazer quando são engolidos por elas.

Depois, há o topo de gama das birras: os amuos! Isto é, as birras que se fazem para dentro. Que, não fosse o lado sedentário dos crescidos merecer mais quilómetros no coração, seria quase motivo para lhes dizer para darem corda aos pulmões. Não tanto através de um jogging, é claro. Mas de um conselho mais prático. Do género: «faz uma birra... que isso passa!».

Eduardo Sá
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