Já foram colocados 35 mil metros cúbicos de areia. Quase metade já foi arrastado pelas águas, mas até agora não se verificou o rompimento do cordão dunar que chegou a estar iminente no início de Dezembro.

As obras, a cargo do Instituto da Água (INAG), arrancaram há precisamente um mês e vão manter-se nos próximos 15 dias, com o reforço suplementar da traseira da duna, com areia trazida de uma zona a menos de um quilómetro mais a norte. Segue-se depois uma nova fase denominada de ripagem, em que se irá empurrar areia da base da duna.

Segundo o INAG, a opção de utilizar areia é a melhor do ponto de vista ambiental e das características do local. Não se trata de uma frente urbana onde é preciso proteger pessoas e bens, mas de uma praia que se quer manter o mais natural possível.

A Caparica tem sofrido uma erosão galopante. Na zona de São João o recuo da linha de costa é acentuado. Dados, de um estudo da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova, apontam para um recuo de 410 metros em 40 anos.

Ainda este ano está previsto uma intervenção de fundo na Costa da Caparica de enchimento artificial das praias, com três milhões de metros cúbicos de areia. Um investimento estimado em cerca de 15 milhões de euros.