"Não é aceitável que se destrua património particular de uma pessoa que não está a praticar nenhum acto ilegal", afirmou à Lusa, acrescentando que o agricultor plantou o milho com o conhecimento dos serviços oficiais.

O incidente aconteceu sexta-feira na Herdade da Lameira, em Silves, a primeira da região a dedicar-se ao cultivo de milho geneticamente modificado, quando um grupo de activistas destruiu cerca de um hectare da cultura.

"O direito à manifestação deve ser feito mas aqui houve manifestamente um excesso", sublinhou, observando que direito à liberdade "não significa direito à destruição e ao vandalismo".

Macário Correia, que embora assumia ter dúvidas em relação ao cultivo de Organismos Geneticamente Modificados (OGM), considerou "condenável" a atitude dos manifestantes do grupo "Verde Eufémia" em domínio privado.

Quanto à alegada passividade das autoridades, que já levou o secretário-geral do PSD, Miguel Macedo, a pedir esclarecimentos ao Ministério da Administração Interna, Macário Correia preferiu não se pronunciar por não ter presenciado a situação.

O proprietário da herdade, José Menezes, vai apresentar queixa dos participantes da acção, que foram na altura identificados pela GNR.

Mais de 100 activistas, os rostos tapados por máscaras, do "Movimento Verde Eufémia" invadiram e destruíram o campo de milho transgénico. Os manifestantes alegam que querem " repôr a ordem ecológica".

Com Lusa