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Vodafone Paredes de Coura

19 a 22 de agosto 

CARTAZ VODAFONE PAREDES DE COURA 2015

 

TAME IMPALA

Os Tame Impala de Kevin Parker são apontados como incontornáveis referências do movimento actual de revivalismo do rock psicadélico, acumulando sucessivas distinções de discos do ano pelas mais prestigiadas publicações da especialidade, desde a edição do homónimo EP de estreia, em 2008. O lançamento do terceiro LP dos rapazes de Perth está previsto para meados de 2015 e será apresentado em primeira mão ao público português no Vodafone Paredes de Coura.

 

POND

Os Pond, que partilham com os Tame Impala alguns dos elementos e as raízes australianas, são uma referência do universo psicadélico pop-rock das décadas de 60 e 70 recuperado para o século XXI. Ao Vodafone Paredes de Coura trazem Man It Feels Like Space Again, o novo álbum acabado de editar em finais de Janeiro.

 

FATHER JOHN MISTY

Joshua Tillman, de nome próprio, abandonou a bateria dos Fleet Foxes em 2012, para voltar aos discos por conta própria, assumindo a persona de Father John Misty. Com o segundo LP I Love You Honeybear na bagagem, apresenta no Vodafone Paredes de Coura a sua visão apocalíptica do amor e da sociedade, numa toada folk depurada, a que junta uma singular e bem humorada habilidade de dançarino e entertainer.

 

TEMPLES

Com a confirmação dos Temples no Vodafone Paredes de Coura a 21 de Agosto voltamos à turbulência pop psicadélica do dia anterior. A banda britânica, que em 2013 já tinha uma agenda de concertos composta, enquanto ainda deixava escapar singles, ao mesmo tempo que gravava Sun Structures, álbum que só sairia em Fevereiro de 2014. De preenchida, a agenda de concertos passou a lotada com datas à escala mundial e 2014 não terminou sem a edição de Sun Restructured, a versão super-trippy de Sun Structures.

 

 

 

 

CHARLES BRADLEY AND HIS EXTRAORDINAIRES

Charles Bradley é a figura central do documentário Soul Of America de Poull Brien, que estreou no SXSW de 2012 e que conta o percurso de Bradley – de menino na Flórida a adolescente em Brooklyn e à vida nas ruas, passando pelos primeiros concertos com Black Velvet, espécie de sósia de James Brown, até à gravação do primeiro álbum como Charles Bradley e consequente digressão. Bradley pode ter-se escondido do seu próprio talento durante metade da vida mas essa fase já foi ultrapassada. Dia 21 de Agosto traz a essência soul e R&B da América ao Vodafone Paredes de Coura.

 

ICEAGE

No mesmo dia, a 21 de Agosto, assinala-se o regresso dos Iceage ao Vodafone Paredes de Coura. Os punk rockers de Copenhaga têm novo álbum, Plowing Into The Field Of Love, editado em Outubro do ano passado, espelho de um inequívoco processo de crescimento pessoal e musical. Se nos dois primeiros discos as Iceage soavam a raiva e a revolta, neste terceiro álbum há espaço para guitarras acústicas, piano e até instrumentos de sopro. Vai valer a pena testemunhar este crescimento musical ao vivo.

 

WAXAHATCHEE

Waxahatchee, a banda da cantautora Katie Crutchfield, também actua a 21 de Agosto. Desde American Weekend, o álbum de estreia editado em 2012, que o registo lo-fi das canções em tom confessional tem conseguido estabelecer uma ligação com o público. Ao Vodafone Paredes de Coura Katie e os restantes elementos da banda trazem já o terceiro álbum editado em Janeiro, Ivy Tripp.

 

THE WAR ON DRUGS

The War On Drugs trazem “Lost in The Dream” ao Vodafone Paredes de Coura. Editado em Março de 2014, “Lost in The Dream”, o terceiro álbum dos War On Drugs, ocupa os lugares cimeiros nas listas dos melhores do ano nas publicações musicais de referência e chega ao Vodafone Paredes de Coura ainda fresco, com crítica e público rendidos ao génio criativo de Adam Granduciel. A obra prima da banda de Filadélfia é uma viagem feita de canções com a estética dos anos 80 e o fervor da Americana, a recordar o talento e estética de Bob Dylan, Bruce Springsteen ou Tom Petty. Actuam no festival no dia 21 de Agosto.

 

 

TV ON THE RADIO

A consagrada banda de Brooklyn TV On The Radio estreia-se no Vodafone Paredes de Coura a 19 de Agosto.

Os TV On The Radio trazem Seeds, o primeiro álbum composto na íntegra após o desaparecimento do produtor, baixista e amigo de longa data, Gerrad Smith, que faleceu a seguir ao lançamento de Nine Types of Light, em 2011. Seeds, editado em finais do ano passado, e que serve de mote à atual digressão da banda, perpassa um sentimento natural de capítulo seguinte.

Com efeito, Nine Types of Light, é um álbum em que os TV On The Radio mostram um som maduro, mas talvez nunca tenham atingido um refinamento lírico e um som tão apurado como em Seeds. Sempre apontados como avant-garde, forjados num caldeirão sonoro onde coabitam influências do post-punk ao trip-hop, passando pela electro ou pelo R&B, os TV On The Radio fazem hoje música com meios técnicos e investimentos claramente superiores aos que podiam fazer no início. Porém, para o refinamento sonoro com que se apresentam, e que os coloca num patamar até mais acessível e menos experimentalista, não contribui apenas o acesso a equipamento melhor, mas uma deliberada necessidade de serem e soarem mais objetivos e articulados. 

Não se pense que a complexidade e a magnitude dos TV On The Radio desapareceu.  Há um sentido de aceitação tranquila, sem necessidade de conquistar novos territórios, num álbum que não pode ser interpretado fora do contexto de ter sido composto após a morte de Smith. E depois há sempre a voz, capaz de elevação cósmica, de Tunde  Adebimpe

 

FUZZ

Nos Fuzz, o prolífico Ty Segall recua para a bateria, sem deixar de contribuir para a escrita das canções e de dar voz ao trio que o junta a dois amigos de longa data. Ao Vodafone Paredes de Coura a banda traz o homónimo álbum de estreia editado em finais do ano passado, com o som fuzzy tão típico da herança dos anos 70 e do garage rock, revisitada com os pés bem enraizados no presente.

ALLAH-LAS

Com os Allah-Las as influências do passado recuam uma década e trazem sobretudo a essência dos sessentas, com a característica sonoridade e atitude do garage-rock e da surf music, para a janela contemporânea. “Worship the Sun”, que serve de base ao concerto no Vodafone Paredes de Coura, foi editado em Setembro passado e é o segundo álbum do quarteto de LA.

 

STEVE GUNN

Steve Gunn, guitarrista, cantautor e produtor sediado em Brooklyn, pode já ter acompanhado muitos músicos, do lendário Michael Chapman a Kurt Ville, mas ao Vodafone Paredes de Coura traz a sua mais pura identidade. Em “Way Out Weather”, o mais recente álbum editado no Outono de 2014, confirma as suas capacidades enquanto compositor e cantor num registo de rigoroso respeito pela tradição country-folk americana.

MARK LANEGAN

Outrora líder dos Screaming Trees, em pleno borbulhar da cena grunge de Seattle, Mark Lanegan chega ao Vodafone Paredes de Coura, a 21 de agosto. Com 50 anos, um historial impressionante de colaborações com nomes como Queens of The Stone Age, PJ Harvey ou Isobell Campbell (ex Belle & Sebastian) e a sua fascinante carreira a solo, Mark Lanegan lançou este ano a antologia “Has God Seen My Shadow? An Anthology 1989-2011”. The Mark Lanegan Band traz ao Vodafone Paredes de Coura o disco de 2014 “Phantom Radio”, um manual de escrita e composição de canções de inspiração folk-blues sombrias, conduzidas pela voz profunda e perigosamente sinuosa do veterano Lanegan.

 

WHITE FENCE

Os White Fence apresentam o pop-rock psicadélico do mais recente álbum “For The Recently Found Innocent” no Vodafone Paredes de Coura, a 20 de agosto. Trata-se do quinto álbum do projeto de LA, liderado por Tim Presley, mas o primeiro a ser gravado fora das experiências lo-fi caseiras do inventivo frontman - sem contar com “Hair”, o disco conjunto com Ty Segall - e aquele que, como nenhum outro, transparece a ensolarada influência psicadélica dos sessentas.

 

WOODS

O que, em 2005, começou por ser um projeto solitário de Jeremy Earl, é hoje um trio com créditos firmados. Os Woods atuam no Vodafone Paredes de Coura a 22 de agosto, numa altura em que contam já com oito álbuns editados. “With Lights and With Love” é o mais recente e generoso mostruário das suas instalações sonoras alt-rock, de generosa beleza folk psicadélica.

NATALIE PRASS

Sabendo que Natalie Prass, confirmada no Vodafone Paredes de Coura a 22 de agosto, costumava pisar palcos enquanto parte da banda de alguém, pode bem apontar-se 2015 como o seu ano, uma vez que viu o homónimo álbum de estreia ser distinguido pela prestigiada Pitchfork como um dos ‘Best New Albums’. Espécie de trovadora de desgostos amorosos, com uma fascinante capacidade de contenção nas melodias de voz, deixa o dramatismo por conta do volume de instrumentos de corda, sopro e percussão que a acompanham. Para muitos, poderá ser a grande surpresa do ano no Vodafone Paredes de Coura.

 

LYKKE LI

É verdade que Lykke Li já se tinha revelado destemida e preparada para abraçar o pop em toda a sua plenitude criativa, um ponto que ficou bem assente nos anteriores Youth Novels e Wounded Rhymes ou com o remistura do single I Follow Rivers, que a catapultou para os tops mundiais em 2014. No mais recente I Never Learn, editado em Maio de 2014 e apontado pela própria como o final de uma triologia, Lykke Li assume pela primeira vez parte da produção, ao lado de Bjõrn Yttling e Greg Kurstin, e expõe como nunca as feridas que deixam a nu o seu lado mais emocional e pessoal. É um disco fruto de um duro desgosto amoroso, espécie de passeio de 33 minutos por baladas intimistas. São nove canções que lembram as antigas estações de rádio carregadas de melancolia, numa dança lenta projectada por uma poderosa parede sonora cheia de reverb e absolutamente capaz de arrebatar multidões.

Depois de uma participação especial no Coachella, Lykke Li regressa agora à Suécia para pousar as malas e estabilizar na sua terra natal. O Vodafone Paredes de Coura é a excepção na agenda, o argumento certo que levará Lykke Li a quebrar a rotina e a fazer as malas para, nas margens da Praia Fluvial do Taboão, dar a única actuação em festivais de Verão fora do roteiro sueco. Motivo mais que suficiente para ninguém faltar ao concerto de dia 22 de Agosto. 

 

SLOWDIVE

A banda britânica Slowdive é a mais recente confirmação do Vodafone Paredes de Coura 2015, que decorre de 19 a 22 de Agosto na Praia Fluvial do Taboão. A atuação marcada para o dia 19, quarta-feira, reforça um dos cartazes mais sólidos da história do festival que já conta com nomes como Lykke Li, TV On The Radio, War On Drugs, Tame Impala, Charles Bradley, Mark Lanegan Band, Temples, Ratatat, entre outros. 

Duas décadas é muito tempo e não é de um dia para o outro que se conseguem recuperar as memórias do longínquo ano de 1994. Mas foi isso que Nick, Rachel, Neil, Simon e Christian se propuseram a fazer: pegar nas guitarras, nos baixos, na sonoridade sonhadora de Slowdive para darem uma nova vida a uma banda que é, por muitos, considerada uma das pedras angulares do indie britânico. De lado ficam os projectos a solo e os Mojave 3 de Neil Halstead, Rachel Goswell e Simon Rowe. O anfiteatro do Vodafone Paredes de Coura vai ser testemunha do renascimento de “Just For a Day” e “Souvlaki”, obras primas do dream pop que têm nos temas “Alison”, “Blue Skied an’ Clear” e “Sing” a sua expressão máxima.

No seio do movimento shoegaze, os Slowdive formaram-se em 1989, em Reading, editando até 1995 três discos de originais. Com o primeiro single homónimo, a banda entrou desde logo para os tops do Reino Unido. Neil Halstead disse recentemente à Pitchfork que a obra da banda reflecte a vontade de criar uma “enorme experiência sensorial”. Em 2014 os Slowdive regressaram à estrada, numa digressão que começou em festivais de música europeus, que se estendeu aos EUA e chega agora ao Vodafone Paredes de Coura.

 

BLOOD RED SHOES

Os Blood Red Shoes, formados pela vocalista e guitarrista Laura-Mary Carter e pelo baterista e também vocalista Steven Ansell, chegam ao Vodafone Paredes de Coura com um quarto de álbum de estúdio ainda fresco, que mantém o registo das guitarras na composição de hinos pop. Editado em Março de 2014, o disco homónimo é um marco de maturidade na dinâmica artística da dupla de Brighton. Gravado em Berlim, marca a sua estreia na produção e edição de autor, através da etiqueta Jazz Life.

 

CEREMONY

Os californianos Ceremony trazem ao Vodafone Paredes de Coura o seu registo post-punk inebriado de melodias densas e escuras. Lançado em Maio, L-Shaped Man, quinto LP de originais e segundo editado pela conceituada Matador Records, marca, tal como já acontecera com Zoo, de 2012, um distanciamento das suas origens mais coladas ao punk hard-core e uma aproximação às atmosferas dos Joy Division, autores da música que deu nome à banda.

PEIXE : AVIÃO

Representantes incontornáveis da cena indie rock nacional contemporânea, os bracarenses Peixe: Avião apresentam-se ao vivo no Vodafone Paredes de Coura com público e crítica rendidos aos seus três álbuns de originais, cheios de camadas densas e exploratórias, que permeiam canções aparentemente simples.

 

THE LEGENDARY TIGERMAN

The Legendary Tigerman, seguramente um dos músicos portugueses que mais estrada calcorreia e que só sabe estar em palco como se aquela pudesse ser a última vez que o faz, é um dos grandes regressos ao Vodafone Paredes de Coura e um dos concertos que faltava à digressão deTrue, álbum de Março de 2014 que entrou diretamente para o primeiro lugar do top, tendo por lá ficado quatro semanas consecutivas. The Legendary Tigerman ainda não parou de dar concertos, ora cá, ora além fronteiras. Em True abriu espaço a colaborações de músicos e amigos que admira mas a essência inflamada do blues e do rock n’ roll é a de sempre.

 

GALA DROP

Os Gala Drop, apurado desenho sonoro feito a partir de um sofisticado decalque de várias influências musicais, estão confirmados para a edição deste ano do Vodafone Paredes de Coura. Com influências assumidas do kraut-rock, que sempre souberam misturar com o groove de raíz africana, e a que juntam o dub ou a house, são criadores de um território de fronteiras originais e que, por isso, se torna tão especial. Para as margens do Taboão levam II, álbum editado em 2014, e toda a paisagem sonora contagiante da sua música, maré cheia de ritmos e possibilidades oníricas luminosas.

 

X-WIFE

No Vodafone Paredes de Coura deste ano também celebramos o regresso aos palcos dos X-Wife. O power trio electro-rock edita novo álbum em breve, depois de um hiato de três anos, ao longo do qual João Vieira editou enquanto White Haus , Rui Maia lançou um álbum na pele de Mirror People e Fernando Sousa colaborou com os Best Youth, There Must Be a Place e PZ. Movin Up o single recente que tomou as rádios de assalto traz a identidade dos seus 13 anos juntos, a aliança entre o nervo rock e a frescura das tendências de dança mais recentes.

 

BANDA DO MAR

Quando Marcelo Camelo e Mallu Magalhães trocaram o Brasil por Portugal, estavam longe de saber que dessa mudança nasceria a Banda do Mar, projeto que se completa com o português Fred Ferreira.  2014 viu nascer a parceria luso-brasileira com o lançamento do homónimo álbum de estreia, que os tem levado a esgotadas salas dos dois lados do Atlântico. No Vodafone Pareces de Coura, as contagiantes canções da banda têm tudo para funcionar em pleno com o toque mágico da natureza envolvente.

 

SYLVAN ESSO

Nem parece que a dupla Sylvan Eso editou o seu álbum homónimo de estreia apenas há um ano, tanto se tem falado desta junção entre a vocalista do trio indie folk Mountain Man que também costuma acompanhar Feist em digressão e Nick Sanborn, elemento da banda folk psicadélica Megafaun e produtor de música electrónica. Tomaram de assalto a tabela da Billboard, bem como os tops de música electrónica e de música independente. Juntos, no Vodafone Paredes de Coura, vão fazer-nos dançar ao ritmo da contemporaneidade da música electrónica e das raizes mais antigas da folk.

 

MERCHADISE

Dos Estados Unidos chegam os imprevisíveis Merchandise, trio que se define nas margens do punk cinzento, do noise e do pop. Uma combinação aparentemente improvável mas que ganha nas mãos de Carson Cox, David Vassalotti e Patrick Brady uma complexidade e expressão aliciantes. Mais ainda depois de terem assinado pela 4AD para lançar After the End, um trabalho que estabelece novos padrões em relação a Total Nite de 2013 para afirmar sem qualquer máscara ou dissimulação o pop e revivalista dos anos 80.

 

HINDS 

Quem também não tem pudor e exibe orgulhosamente o seu garage rock, que já lhes valeu comparações com os Velvet Underground, são as madrilenas Hinds. Depois de alguns problemas legais com a utilização do nome Deers, Carlolotta Cosials, Ana García Perrote, Ade Martín e Amber Grimbergen decidiram abdicar do título antigo para abraçar uma nova identidade como Hinds. O projecto é ambicioso e o álbum de estreia deverá ver a luz do dia no final do ano. Enquanto isso, vão coleccionado elogios e críticas positivas de publicações de renome como a Pitchfork, The Guardian e NME. Ao Vodafone Paredes de Coura as Hinds trazem os singles de DemoBarn e Davey Crocket, trabalhos que já suportaram as tours de The Libertines, The Vacines e Black Lips e que as fizeram viajar em tour pela Tailândia e Austrália.

 

GRUPO DE EXPERTOS SOLYNIEVE

Igualmente de Espanha chega o Grupo de Expertos Solynieve, projecto paralelo do líder da emblemática banda Los Planetas. O álbum de estreia, Alegato Meridional, é um tratado emocional muito ligado às raízes granadinas que exalta a luta contra as adversidades e os condicionalismos impostos, um cancioneiro bastante rico onde composições originais convivem com outras de artistas admirados pela própria banda. A naturalidade e uma certa insolência são a imagem de marca destes cinco hedonistas que à tradição musical e poética do mediterrâneo acrescentam o folk, o country e o rock anglo-saxónico. Na senda de álbuns pilares como Antiguo y nuevo, com um toque mais electrónico, ou a perfeição de El eje de la tierra, onde palavra e música desfilam em perfeita sintonia com as ideias da banda, surge agora Colinas bermejas, o EP que empurrou novamente o Grupo de Expertos Solynieve para os estúdios e que levará ao Vodafone Paredes de Coura a ideologia arrojada de um grupo que teima em quebrar barreiras em nome da liberdade de pensamento. 

 

HOLY  NOTHING

Do universo electrónico chegam os Holy Nothing, projecto do Porto que mistura projecções com sintetizadores, sustenta a palavra com imagens impactantes e funde música e cinema numa realidade expressiva bastante complexa. Desde 2013 a movimentarem-se pelos caminhos infinitos da música electrónica, e já com o aclamado EP de 2014 Boundaries na bagagem, o grupo prepara-se para lançar em Setembro o álbum de estreia Hypertext. O resultado de um ano intenso de composição e experimentação é aquilo que podemos testemunhar no dia 22 de Agosto no Vodafone Paredes de Coura, numa actuação com várias referências unificadas no método muito próprio dos Holy Nothing construírem canções.

 

NICOLE EITNER

A música nacional não se fica por aqui com a luso-alemã Nicole Eitner a prometer emocionar a Praia Fluvial do Taboão com a sua voz sublime, poderosa e ao mesmo tempo delicada. O percurso de Nicole comprova o talento natural desta compositora, pianista e cantora que em 2009 ganhou o 1º prémio do Festival SXSW no Texas para gravar nos emblemáticos Sun Studios de Elvis Presley, ou que em 2011, já ao lado dos The Citizens, actua em Cannes depois de vencer o Midem Off Showcase Competition. Fade to Shade é o terceiro álbum de Nicole and The Citizens, um disco que reflecte uma evolução estética em relação aos registos anteriores e que cria ambientes plenos de mistério e inquietude, nuances de um filme romântico a preto e branco.

 

 

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