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Supernanny - 14 regras base para a educação das crianças

Estes são os principais valores que pautam o trabalho da Supernanny Teresa Paula Marques.

AS REGRAS BASE DA SUPERNANNY para educar as crianças, independentemente da idade

  1. São os pais que ditam as regras

Este ponto é indiscutível! Os pais - e apenas eles - devem assumir uma postura de autoridade perante os filhos. São eles que sabem melhor do que ninguém o que é melhor para as crianças e devem deixar isso sempre bem claro. Se não se afirmarem, não tardará até as crianças se transformem em tiranas e queiram mandar lá em casa!

  1. Não tenha medo das crianças

Parece absurdo, mas muitos pais têm medo dos filhos, ou seja, receiam pôr-lhes regras. Certo é que as crianças sentem essa insegurança por parte dos pais e reagem através de atos como: gritar, chorar, espernear e até bater. É importante que não ceda mesmo perante estes comportamentos. Mesmo perante essas atitudes, não deve ceder. As regras são para serem cumpridas! Ao tomar uma decisão, mantenha-se firme e não volte atrás, pois cada vez que o fizer os seus filhos ganham autoridade e não demorará até eles mandarem nos pais.

  1. Os pais devem estar de acordo

É preciso haver coerência entre as regras ditadas pelo pai e as regras ditadas pela mãe. Obviamente que existirão assuntos em que um é mais permissivo que outro, mas nos aspectos gerais (rotinas) há que haver uma só regra. Deste modo a criança não se sentirá insegura nem conseguirá manipular um dos progenitores.

  1. As regras devem manter-se

Para situações iguais, regras iguais. Tem de haver consistência nas regras, para que estas não se alterem consoante o humor dos pais. A oscilação das regras provoca instabilidade e insegurança nas crianças, o que é meio caminho andado para a indisciplina.

  1. Os pais são os principais responsáveis pela educação dos filhos

É natural que as crianças percebam que as regras dos pais dos amigos não são exactamente iguais às deles. No entanto os pais devem manter-se firmes e reforçar que são os educadores dos seus filhos, pois só eles têm o poder e a capacidade de formar o caráter das crianças e ensinar-lhes o que é e certo e o que é errado.

  1. Não tenha medo de dizer NÃO

Não há como contornar a questão: educar significa também impor limites e estabelecer regras. E se esses limites e regras não forem impostos desde cedo, com certeza as crianças terão problemas no convívio com familiares, colegas e até professores. Dizer “não”, às vezes deixa os pais numa situação desconfortável, mas, por mais que as crianças chorem, insistam ou até amuem, estes devem manter-se firmes, até porque ao longo da vida, as crianças irão ouvir muitos “nãos” e é preciso aprender a gerir a frustração. Só assim se podem tornar adultos mais fortes e equilibrados.

  1. Crie uma rotina

É preciso definir horários para a maioria das atividades das crianças e da família. Determine a hora de dormir, de brincar, de estudar, de ver televisão, do acesso às novas tecnologias (pc, ipads, etc)… Claro que há sempre exceções, mas é essencial que no dia-a-dia tenham essa rotina com tudo o que os pais consideram importante para a formação dos filhos.

  1. Arranje tempo para brincar com os seus filhos

O dia-a-dia dos pais anda cada vez mais complicado. Chegam a casa exaustos e já com pouca capacidade e tolerância para estar com os filhos, no entanto, cabe-lhes a tarefa, enquando educadores, de arranjar tempo para brincar com os filhos. O ato de brincar fortalece os laços afectivos, cria cumplicidades ao mesmo tempo que permite ensinar noções como a importância de perder, dividir, esperar e respeitar regras.

  1. Oiça os mais pequenos

Evite assumir uma postura autoritária. Oiça os argumentos dos seus filhos e tente ser flexível, tendo em conta todos os lados da questão. Esta atitude, sobretudo tratando-se de adolescentes, ajuda a abrir canais de comunicação entre pais e filhos e a construir uma relação de confiança. No entanto há que reforçar que a decisão final é dos pais e é a palavra destes que deve prevalecer!

  1. Não sobrecarregue as crianças

Seja criterioso na escolha dos desportos e das actividades extracurriculares. O seu filho não tem de ser bom em tudo! Ter tempo para brincar e até para estar sem fazer nada, é muito e é importante para o desenvolvimento das crianças.

  1. Diga NÃO à Violência!

A punição física nunca deve ser usada como instrumento de educação. Os pais devem optar por transmitir valores e os atos de violência física, estimulam a agressividade nas crianças. No entanto é necessário que os pais tenham pulso firme, para se imporem perante os filhos. Podem ralhar, castigar, proibir o acesso a algo que as crianças gostem, mas nunca bater!

  1. Dê às crianças pequenas responsabilidades

Os seus filhos não serão mais felizes se os poupar de todas as obrigações e lhes der tudo o que desejarem. É importante para a formação do caráter que desde cedo os pais delegem nos filhos pequenas responsabilidades, adequadas à idade. Tarefas como arrumar o quarto, guardar as roupas e brinquedos já são suficientes para que aprendam o que significa ter obrigações.

  1. A educação não traumatiza as crianças!

Uma criança educada é sempre bem-vinda em todos os locais! Os colegas apreciam conviver com ela, os professores e pais dos amigos tendem a elogiá-la, o que vai contribuir para o reforço da sua autoestima, em contraste com uma criança mal-educada, que normalmente é colocada de lado pelos colegas e amigos e constantemente chamada à atenção na escola, aspectos que vão fragilizar a sua autoestima e poderão condená-la ao fracasso escolar e académico. Ou seja, não é a educação que traumatiza as crianças mas sim a falta dela!

  1. Tempere as regras com amor

Educar é, sobretudo, um ato de amor, é preparar outro ser humano para a vida, dando-lhe ferramentas emocionais que lhe permitam fazer face tanto aos bons, como aos maus momentos que possam surgir. A criança tem de aprender regras, respeitar rotinas, mas também crescer com a certeza de que é muito amada pelas pessoas mais importantes da sua vida - os pais!

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