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1º Episódio - 09 de maio (segunda-feira)

Durante uma peregrinação a Fátima, Rosa é atropelada e fica em coma!; Rosa acorda do coma e não reconhece o marido e a filha.

ana antonio bento

Rosa desfruta da segunda lua-de-mel em Amesterdão com Daniel, a pretexto da assinatura de um contrato para a Floriz, a sua empresa. Durante a noite tem um pesadelo em que revive a discussão violenta que teve com a irmã, Narcisa, levando a que se afastassem. Rosa volta a deitar-se e conta ao marido que teve um pesadelo. Mais tarde, Rosa e Daniel passeiam num parque e conversam sobre o negócio das flores, a menina dos olhos dela e também sobre a atividade dele no atelier, como restaurador. Daniel deixa escapar que gostava de ali ficar mais uns dias mas Rosa lembra que tem de regressar a Portugal para cumprir a peregrinação a Fátima. Apaixonado como nunca, Daniel sugere que tirem uma fotografia para enviarem às filhas.

Júlia confessa a Cármen, ao ver a foto dos pais que está cheia de inveja por não ter ido com eles. A avó lembra-lhe que os pais foram namorar e muda de assunto, repreendendo-a por se ter comportado mal na escola. A neta implora-lhe que não conte aos pais, com medo que a proíbam de ir assistir à prova de natação da irmã, Sofia.

Sofia sai apressada de casa a protestar com Tiago por se ter distraído a namorar com ele, atrasando-se para o treino. O namorado lamenta que ela esteja na eminência de ganhar mais uma prova, antes do campeonato nacional e que ela fique sem tempo para ele. Sofia desvaloriza e relembra-o que não quer ninguém a assistir à prova para não ficar nervosa. Entretanto, Sofia também vê a foto que acaba de lhe chegar ao telemóvel e exclama que se trata do pai e de Rosa. Os namorados despedem-se e Sofia arranca com o carro no momento em que Cármen e Júlia voltam para casa vindas das estufas das flores. Tiago cumprimenta-as e recusa o convite para almoçar, pois tem de regressar a Lisboa.

Rosa celebra mais um contrato para o fornecimento de plantas e Daniel oferece-lhe uma pequena boneca de madeira que ele próprio fez elogiando o trabalho que ela está a desenvolver nas estufas e repara que ela continua a usar a pulseira que os pais lhe deram pelo crisma. Rosa beija-o e assume que a usa sempre como amuleto, lamentando que o pai já não esteja vivo para assistir ao cumprir do seu sonho e tem a ideia de fazer uma festa para o homenagear. Daniel sugere que ela convide alguém que o conhecesse mas Rosa fica subitamente incomodada e responde que não há ninguém, que só existiam ela e o pai.

Longe dali, no Algarve, Narcisa cumpre mais um dia na apanha da amêijoa e pressiona Bruno, seu filho, para que tenha a melhor nota no exame que vai fazer no dia seguinte, pois só assim conseguirá chegar a médico. Narcisa lembra-lhe que ele é a única esperança que têm num futuro melhor, enquanto vai deitando mãos ao trabalho, enojada daquele ambiente de lodo, areia e mar.

Rosa e Daniel regressam da Holanda e são recebidos com entusiasmo por Cármen e Júlia que se abraça aos pais sob o olhar embevecido da avó. Perguntada sobre como correu a escola, Júlia afirma que continua a ser a melhor da turma, contando com a cumplicidade da avó. Sofia surge de rompante e beija o pai, trocando um cumprimento afetuoso com Rosa. Ao jantar, Sofia não esconde o nervosismo com a prova de natação do dia seguinte e volta a pedir, agora a todos, que não apareçam para a ver, temendo desconcentrar-se. O pai, Rosa e Cármen mentem e dizem ter já outros compromissos. Júlia fica incomodada, mas quando a irmã se retira para o quarto percebe que toda a gente fingiu que não vai aparecer na piscina e fica mais animada porque também quer ir. Rosa surpreende entretanto a filha e diz que decidiu ensinar-lhe tudo o que sabe sobre as flores e o negócio das estufas. Júlia abraça a mãe e diz que a adora, enquanto ela diz que vão começar a trabalhar juntas assim que regressar da peregrinação a Fátima.

Rosa vai ao quarto de Sofia dar-lhe as boas noites e pressioná-la a não desistir dos estudos por causa da natação. A enteada tranquiliza-a e promete inscrever-se na faculdade no ano seguinte. Rosa deixa-a pensativa ao exclamar que apesar de não ser sua mãe, jamais desistirá dela.

De madrugada, Rosa veste a sua roupa para a peregrinação e despede-se carinhosamente de Daniel, deixando numa caixa de jóias a pulseira que costuma usar como amuleto.

Rosa encontra-se com Maria, que trabalha nas estufas como encarregada do pessoal e elogia o facto de ela ter tratado de tudo para que o serviço seja assegurado enquanto estiverem em peregrinação. Pouco depois chega o padre Samuel que traz uma nova luz no telemóvel, que será muito útil para iluminar o caminho dos peregrinos. Maria começa a impacientar-se porque Marisa nunca mais chega quando a melhor amiga de Rosa aparece a acelerar no seu carro que trava a fundo ao pé de todos. Sem perder mais tempo, vai à mala do carro e veste uma roupa mais confortável, confessando a Rosa que não teve tempo de se vestir antes, pois passou a noite muito bem acompanhada e feliz. Rosa diz que quer saber tudo mas repreende-a por se estar a vestir à frente de todos. O padre Samuel e Maria viram a cara e pouco depois, todos estão a caminho do Santuário de Fátima, brincando com Marisa que veio munida com tudo e mais alguma coisa para a peregrinação.

Pela manhã, Bruno sai apressado do quarto com os livros da escola deixando-os cair, enervado com o teste que vai ter. O rapaz explica à mãe que a mochila se rompeu por já ser velha. Narcisa entrega-lhe dez euros para que compre uma nova, dizendo que ainda quer troco, confessando que nem dinheiro tem para pagar as contas que tem à sua frente em cima da mesa, quanto mais para despesas extra.

Marcelo chega atrasado ao hospital onde trabalha. À sua espera está o irmão, César, que o informa que já está marcado o dia para a sentença do caso que a sua empresa de construção tem em tribunal, confiante de que a causa lhes será favorável. Marcelo lembra a César que deixou um homem numa cadeira de rodas, contrariando o optimismo do irmão. Ao mesmo tempo, recorda-lhe que só se tornou seu sócio porque ele queria pedir o dinheiro aos pais e que nunca esteve efetivamente na empresa. Marcelo acha que devem contar a verdade aos pais mas César causa mais um momento de tensão dizendo que pode fazer isso mas que lhes vai estragar a viagem a Itália. Marcelo fica irritado e César vai buscar os pais para os levar ao aeroporto.

Fialho, pai de Marcelo e César reclama com este porque se atrasou para os levar ao aeroporto. Mais sereno, pergunta-lhe se já sabe de algum desenvolvimento do caso que está em tribunal. César limita-se a dizer que a leitura da sentença já está marcada e que está confiante que lhes vai ser favorável. Alheada deste problema, Rute surge muito animada com a viagem que vão fazer e confidencia que leva pouca roupa na mala para poder trazer no regresso o seu material de pintura.

Antes do início da sua prova de natação, Sofia fica perturbada ao perceber que Daniel, Júlia, Cármen e Tiago estão na bancada a ver a sua atuação.

Rosa segue em peregrinação para Fátima, revelando que tinha prometido lá ir se conseguisse montar uma empresa de venda de flores com sucesso para homenagear o pai. Já Marisa confidencia a Maria que a sua razão de estar ali é agradecer pelo facto de o caroço que tinha no peito se ter revelado benigno. A conversa decorre sempre com a preocupação pelos automobilistas que passam pelos peregrinos a alta velocidade e sem qualquer precaução. Samuel diz a Rosa que ela devia contar a verdade ao marido sobre o seu passado e sobre aquilo que realmente a atormenta mas ela reconhece que ainda não está preparada para isso.

Sofia reclama com Daniel, Cármen, Júlia e Tiago por terem ido ver a sua prova de natação. O pai esforça-se por tranquilizá-la e diz-lhe que se prepare.

Quase a chegar a Fátima, Rosa acaba por ser colhida por um carro e fica inanimada no chão. Marisa, Maria e Samuel fazem o que podem em seu auxílio, todos em choque pelo acidente grave que acabou de os atingir.

Alheia a este drama, Sofia ganha a sua prova de natação e bate o recorde nacional da distância para regozijo do pai, da avó, da irmã e do namorado. No entanto, a festa dura pouco pois Daniel recebe uma chamada a avisá-lo de que Rosa foi atropelada a caminho de Fátima e seguiu em estado grave para o hospital.

Na ilha da Armona, Narcisa põe as apanhadoras de amêijoa na ordem, ameaçando que o patrão vai descontar o dia se continuarem a conversar. Bruno, aparece vindo da escola e a mãe pergunta como lhe correu o teste. Depois de ele responder que correu bem, quer saber do troco do dinheiro que lhe deu para comprar a mochila nova mas Bruno justifica que ainda teve de pedir dinheiro emprestado a um colega. Narcisa resmunga e manda-o começar a trabalhar.

Rosa dá entrada nas urgências do hospital e é Marcelo quem a recebe. Marisa suplica ao médico que salve a amiga.

Daniel conduz muito enervado a caminho do hospital acompanhado pela mãe. Cármen recomenda-lhe que guie com prudência e fala com Sofia ao telefone, prometendo dar notícias assim que souber do estado de saúde de Rosa. Quando chegam ao hospital, as notícias não podem ser piores. Marcelo aproxima-se de Marisa, Daniel e Cármen e informa-os de que Rosa está em estado muito grave, em coma profundo. Daniel fica arrasado e à medida em que caminha pelos corredores do hospital, recorda uma noite de amor que viveu com Rosa, sem conseguir evitar que as lágrimas lhe invadam o rosto. Depois de entrar no WC do hospital, Daniel não se controla e estilhaça com um murro o espelho do lavatório.

Quinze dias depois do acidente, Maria reza em Fátima por Rosa, chorando desesperada à espera que as suas preces sejam ouvidas. Cármen e Júlia plantam uma roseira enquanto Sofia presta a sua homenagem a Rosa, treinado o melhor que consegue na piscina municipal.

Cada vez mais desesperado, Daniel mantém-se no hospital, ao lado de Rosa, na esperança de que ela desperte do coma.

Rute e Fialho regressam radiantes da viagem a Itália mas logo a felicidade desaparece quando são confrontados pelos filhos com o processo em que a empresa de construção está envolvida, depois de um dos trabalhadores ter ficado preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente que podia ter sido evitado. Marcelo e César têm de contar aos pais que o caso foi parar a tribunal. Marcelo está tenso e pessimista. César continua convencido de que vai ganhar o processo. Fialho e Rute começam a ficar muito apreensivos.

Daniel regressa à loja de restauro e Tomás fica surpreendido ao vê-lo, questionando-se se ele decidiu voltar ao trabalho. O amigo confessa que está esgotado por estar à espera de que Rosa desperte do coma. Tomás acha que ele se deve ocupar e decide dizer o que já disse à irmã, Marisa. No dia em que Rosa acordar do coma vai precisar muito deles. Daniel fica desanimado.

Samuel e Maria rezam em Fátima por Rosa e buscam um no outro a esperança de que ela se salve.

Daniel está na loja de restauro quando recebe um telefonema do hospital. Tomado por uma enorme comoção abraça-se a Tomás a chorar.

Cármen conversa com Sofia que está muito apreensiva com o estado de Rosa. É nesse momento que Cármen recebe uma chamada de Daniel a dizer que Rosa saiu do estado de coma. Cármen reafirma que estava confiante. Sofia fica radiante com a notícia.

Júlia e Daniel, os primeiros a visitarem Rosa depois de ela ter saído do coma, ficam chocados por ela não os reconhecer e por perguntar quem eles são. Rosa, só consegue dizer que quer falar com o pai e com Narcisa.

Narcisa recebe de Azevedo o pagamento pela apanha das amêijoas e em vez de distribuir o dinheiro por todos os que participaram no trabalho retira boa parte do dinheiro para si, sem que os outros vejam. Uma das trabalhadoras reclama pelo pouco que recebe e Bruno critica a mãe por estar a ser desonesta. Narcisa manda-o calar e guardar segredo do que fez.

Júlia não se conforma com o facto de Rosa não a reconhecer. Daniel também está desalentado com a situação mas mostra-se carinhoso para a mulher, tentando acalmar a filha a quem diz que a mãe está confusa. Rosa insiste em falar com Narcisa e acaba por revelar que ela é a sua irmã, para espanto de Daniel e Júlia que desconheciam que ela tivesse uma irmã.

Fora do quarto, Cármen e Sofia estão ansiosas e são confortadas por Marcelo. Daniel chega ao pé do médico e pergunta-lhe o que se passa com a mulher. Marcelo esclarece Rosa pode estar com amnésia mas Daniel continua a achar estranho que ela peça para falar com uma irmã de quem todos desconheciam a existência.

Narcisa fica furiosa depois de receber uma carta das finanças a cobrar-lhe uma divida e coloca a hipótese de ir trabalhar para Espanha se o patrão não lhe emprestar o dinheiro de que precisa. Enquanto revolve uma gaveta à procura das poucas poupanças que tem, encontra uma fotografia de Rosa, que amachuca com desdém. Bruno, assiste à fúria da mãe, temendo pelo seu futuro.

Marcelo visita Rosa e ela, depois de confessar que não se lembra dele, pergunta porque é que a irmã ainda não está ao pé de si.

Daniel conversa com Cármen e confessa à mãe e às filhas que continua sem perceber porque é que Rosa teima em chamar por Narcisa, assumindo que a existir aquela irmã de quem ela fala, então não conhece a mulher com quem vive há dez anos. Daniel garante que se aquela mulher existe a vai descobrir.

Temendo que a mãe vá trabalhar para Espanha deixando-o para trás, Bruno oferece-se para deixar de estudar e arranjar um emprego a tempo inteiro para a ajudar a pagar a dívida às Finanças. Narcisa fica ainda mais irritada e responde que ele tem é de entrar para a faculdade e formar-se como médico, aí sim, proporcionando-lhe os luxos com que sempre sonhou. Narcisa deposita esperanças de que Azevedo lhe vai emprestar o dinheiro para pagar a divida.

Daniel, mostra-se determinado em encontrar Narcisa e traça um plano com Cármen, Sofia e Júlia para que ajudem a descobrir a tal irmã mistério. Cármen fica com a missão de falar com os empregados da Floriz e Sofia vai procurar nas coisas de Rosa uma pista que os possa ajudar. Júlia também quer participar e a avó conforta-a, enquanto Daniel adianta que vai falar com o advogado Gouveia para perceber se ele alguma vez ouviu falar que Rosa tinha uma irmã.

Marcelo auxilia Rosa a beber água e constata que ela continua a evidenciar problemas de memória. Rosa insiste em falar com o pai e a irmã, mas não se recorda do número de telefone. Subitamente fica ensonada e Marcelo deixa-a descansar, prometendo voltar para lhe fazer alguns testes.

Daniel conta a Tomás que o advogado prometeu tentar descobrir se Rosa tem realmente uma irmã mas continua muito tenso e incrédulo com toda situação. Daniel confessa ao amigo que lhe custa muito que a mulher tenha apagado da memória todos os momentos que tiveram juntos desde que casaram.

Maria dá Graças à Virgem Maria por ter escutado as suas preces, já que Maria saiu do coma. Cármen pede-lhe que descubra se existe alguma mulher de nome Narcisa a trabalhar na Floriz. A encarregada afirma que não se lembra de alguém com esse nome mas promete procurar, não vá estar a escapar-lhe alguma pessoa. Entretanto, Maria conta que as flores que Rosa adquiriu estão prestes a chegar e ignorando o estado da patroa questiona o que é que ela quererá fazer. Cármen fica algo atrapalhada e reconhece que terão de esperar para ver como Rosa recupera nos próximos dias, pois ainda está muito confusa.

Nas estufas, Gabriela trabalha falando com as flores e Hugo alterna os piropos que lhe manda com as piscadelas de olho a Sílvia. Gabriela coloca-lhe o boné na posição certa, com a declaração de amor a Lia que lá está gravada, avisando-o de que a namorada não vai gostar de o ver com o boné ao contrário. Maria interrompe-os e anuncia com grande entusiasmo que Rosa acordou. Gabriela exulta, Hugo dispara que ela vai ficar contente quando souber que as gerberas estão quase prontas para os clientes. Maria pergunta se alguém conhece uma Narcisa que trabalhe na Floriz mas eles dizem que não. Maria manda que todos voltem ao trabalho e que preparem as flores para a distribuição.

Moisés entrega a Lia as flores no café da Floriz e ela pede-lhe que entregue em Tomar um presente a Hugo para assinalar o ano de namoro que completam. Lia, recomenda a Moisés que transporte o presente com cuidado e recusa entrar em detalhes sobre um saco preto que vai junto com o perfume e a caixa de bombons. Entretanto, revela a sua intenção de voltar a Tomar, para perto do namorado, apesar de a patroa lhe ter confiado a loja para gerir.

Afastado, numa mesa do café, César fala impaciente ao telefone com Marcelo que o pressiona para chegar a horas ao tribunal, para a leitura da sentença, no processo que o trabalhador acidentado colocou contra a empresa de construção. César ainda sonha em ganhar a causa mas Marcelo está descrente.

Rute quer ir a tribunal para apoiar os filhos mas tem uma tontura enquanto conversa com Fialho. O marido tenta convencê-la a aguardarem em casa pelo desfecho do julgamento, confiante de que tudo vai correr bem, tal como César anteviu.

Narcisa fica contrariada porque Azevedo apenas lhe empresta 50 euros para a ajudar a pagar a dívida às finanças e, mesmo assim, avisa que é a título de adiantamento, por conta do trabalho que ela há-de fazer.

Marcelo realiza alguns testes e percebe que ela perdeu a memória dos últimos 15 anos de vida e só se recorda do tempo em que vivia em Dornes com o pai, antes de ir viver para Tomar. Daniel fica muito apreensivo ao saber da amnésia da mulher e partilha a sua angústia com Marisa e Tomás, revelando que pretende ir a Dornes para tentar perceber se existe realmente ou não a irmã que Rosa pede insistentemente para ver. Daniel faz-se ao caminho e Marisa acompanha-o.

Cármen, Sofia e Júlia esforçam-se por descobrir nas coisas de Rosa uma pista que as possa levar a confirmar se ela tem realmente uma irmã mas não encontram nada que as conduza ao paradeiro de Narcisa, nem que confirme que ela existe.

Narcisa continua sem dinheiro para pagar às Finanças e insiste que a única solução que tem é ir trabalhar para Espanha, dizendo ao filho que até acabar o ano letivo ficará em casa de Palmira. Bruno não se conforma e fica desagradado com o facto de a mãe não aceitar que ele vá trabalhar para um bar para ajudar a fazer face às despesas.

Rute e Fialho aguardam ansiosos na companhia de Rui, amigo de muitos anos, notícias vindas do tribunal onde Marcelo e César aguardam pela sentença no final do julgamento do caso do trabalhador que processou a empresa de construção por ter ficado paraplégico. César chega atrasado, o que enfurece Marcelo que já está muito perturbado depois de ver o antigo trabalhador da empresa numa cadeira de rodas, acompanhado pela mulher. O juiz dá início à leitura da sentença e condena os irmãos a três anos de prisão com pena suspensa e ao pagamento de uma elevada indemnização ao queixoso. Fialho e Rute ficam em choque com a notícia e Rui apenas consegue colocar-se à disposição dos amigos para os ajudar no que for possível. À saída do tribunal Marcelo quase agride César, acusando o irmão por estarem numa situação muito delicada e sem suportar a arrogância que mesmo assim ele exibe.

Daniel, acompanhado por Marisa e depois de muito procurar informações sobre a família de Rosa, confirma com dois vizinhos mais antigos que ela tinha mesmo uma irmã de nome Narcisa e que ambas viviam com o pai. Quando regressa a Lisboa, Daniel conta a sua descoberta à mãe e às filhas. Depois, visita Rosa e pede a Marcelo que veja se o hospital pode junto das autoridades, localizar Narcisa.

Cármen, Júlia e Sofia, que procuram obter respostas para que Rosa tenha escondido que tem uma irmã, acompanhadas na conversa por Samuel. O padre fica muito desconfortável, pois conhece bem os motivos pelos quais Rosa e Narcisa se afastaram, embora não possa dizer nada sobre o assunto para não violar os segredos que lhe foram confiados por Rosa em confissão.

Desesperada, e sem recursos para pagar a divida às finanças, Narcisa assalta o armazém de Azevedo e rouba o envelope onde ele guarda o dinheiro para pagar aos pescadores. Sem se aperceber, deixa cair o telemóvel no local do crime, de onde é obrigada a fugir à pressa. Quando regressa a casa, manda Bruno arrumar as suas coisas para fugirem dali, pois deixou o telefone no armazém de Azevedo e isso vai denunciá-la por ter roubado o dinheiro dele. Bruno fica estupefato com a atitude da mãe mas obedece-lhe. Entretanto, quando estão prestes a fugir de casa ficam em pânico porque alguém bate à porta com insistência. Narcisa pensa que se trata de Azevedo que vem recuperar o dinheiro que ela roubou mas, na verdade, quem bate à porta é Daniel, procurando a irmã de Rosa.

Daniel bate com insistência à porta de Narcisa e ela coloca a hipótese a Bruno de fugirem pelas traseiras.

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