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Perfil

De segunda a sexta

Fialho Barros

António Fonseca

ana antonio bento

IDADE: 67 anos

SEMPRE AMEI A MINHA PROFISSÃO. E, para mim, ser psicólogo sempre foi algo tão natural quanto ter nascido numa casa com seis irmãos e dois pais disfuncionais: a minha mãe é uma escritora com impulsos suicidas, o meu pai é um esquizofrénico mulherengo com outra família. A profissão ajudou-me a encontrar uma justificação teórica para tudo o que vivi naquela casa, mas não evitou que fizesse um corte absoluto em relação a eles. Apesar de ter constituído uma família e ter-me realizado, profissional e financeiramente, também eu vou ter as minhas “imperfeições”, curiosamente, ligadas a essas caraterísticas dos meus pais: tenho uma amante há mais de 20 anos, o que vai ser um choque terrível para a minha Rute quando ela descobrir e pôr em causa o nosso casamento; e, pior, vou sofrer de uma doença terminal e desejar pôr fim à minha própria vida. Até lá, porém, terei de voltar a dar consultas por causa da falência do atelier dos meus filhos – onde vou receber a Rosa, a Júlia, o Bruno e o Rafael, entre outros. Regressar ao trabalho nem me incomoda tanto, agora ter de vender todos os nossos bens… É um rude golpe para um homem da minha idade. Pode ser que a partir de agora o César deixe de fazer asneiras… O que me vai ajudar muito nesta altura é a convivência com o Rui e o Samuel, os meus grandes e velhos amigos. E a companhia da Piedade que nunca deixa de me fazer sentir um verdadeiro homem, mesmo com 67 anos.

OBJETIVO: Ajudar a família a reerguer‑se e morrer em paz

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