SIC

Perfil

De segunda a sexta

Carmen de Sousa

Rosa do Canto

ana antonio bento

IDADE: 65 anos

MÚSICA DA MINHA VIDA: “Hurricane”, de Bob Dylan

FILME INESQUECÍVEL: “Siddhartha” (1972), um filme de autodescoberta e de mudança de vida

COMIDA PREFERIDA: Saladas

ODEIO: Carne vermelha

DESCOBRI O BUDISMO FINAL DOS ANOS 70, muito antes, por isso, do impacto que a religião teve na Europa. Desde essa altura, tem sido uma longa jornada, durante a qual tornei-me praticante de yoga, comecei a meditar, fiz retiros espirituais, entre tantas outras coisas que continuam a fazer parte da minha vida diariamente. O que me fez entrar nesse mundo foi o desaparecimento, súbito, do meu marido. Nunca encontrei uma razão minimamente plausível para o que aconteceu. Com o meu filho Daniel ainda muito pequeno e sem qualquer ajuda, tinha de me agarrar a alguma coisa e apareceu o budismo. Tornou-se a minha filosofia de vida e ajudou-me muito a lidar com os miúdos na escola. Apesar disso, não carrego a bandeira da minha religião; prefiro ficar à espera que façam perguntas e mostrem curiosidade. Sou bem-humorada e é muito difícil irritar-me. No meio de toda esta história dramática que acontece à Rosa, vou ser a única lá em casa a conseguir manter algum equilíbrio… Mas é verdade que a Narcisa também me vai tirar do sério e vai ser difícil dominar a raiva que às vezes se apodera de mim. Eu sei que a Rosa sempre se sentiu grata por eu lhe ter ajudado a construir o que tem hoje, mas o sentimento é recíproco. Ela também fez muito por nós e, em particular, pelo Daniel. Por tudo isso, é muito difícil para mim vê-la a afastar-se do meu filho e eu não vou desistir enquanto não voltar a vê-los juntos.

OBJETIVO: Recuperar o equilíbrio familiar

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