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As quatro melhores atrizes portuguesas que atuaram em peças/espetáculos estreados em 2016

Beatriz Batarda
Na peça 'As Criadas'

Nasceu em Londres e lá frequentou o curso de teatro (que concluiu com distinção), mas foi em Portugal que viu o seu trabalho crescer. No cinema, estreou-se muito nova, em 1988, com uma longa-metragem de João Botelho, 'Tempos Difíceis'. Cinco anos depois, participou em 'Vale Abraão' e, em 1994, em 'A Caixa', ambos do realizador Manoel Oliveira. Estreou-se no teatro debaixo dos olhos de Luís Miguel Cintra e Diogo Dória e foi mantendo uma relação com o Teatro da Cornucópia, que fechou no fim do ano passado. Foi premiada com dois Globos de Ouro na categoria de Melhor Atriz de Cinema. O primeiro foi com o filme 'Quaresma', de 2003 e o segundo pelos filmes 'Noite Escura', de João Canijo, e A Costa dos Murmúrios, Margarida Cardoso, ambos de 2004. Além disso, recebeu uma nomeação para os Shooting Stars, pela organização itnernacional European Film Promotion. O seu trabalho ultrapassou as fronteiras, com a sua participação nas séries britânicas The Forsyte Saga, My Family e Relic Hunter. 'As Criadas', um texto de Jean Genet e encenação de Marco Martins, conta a história real das irmãs Papin que, em 1933, mataram e esquartejaram a patroa e a filha, em Le Mans, França. Na peça, a atriz dá vida a Claire, uma das irmãs assassinas, que, juntamente com Sara Carinhas (a outra irmã), faz uma interpretação fantástica, onde o ódio e o fascínio se juntam e levam à prática de um crime sem misericórida.

Isabel Abreu
Na peça 'Um Diário de Preces'

Natural de Arronches, Alentejo, e muito ligada, ainda hoje, às suas origens, Isabel Abreu fez vários trabalhos em teatro até chegar ao reconhecimento do público. Além de todas as peças em que participou, a atriz entrou em mais de dez filmes portugueses, como 'Alta Fidelidade e António', 'Coro dos Amantes' ou 'Um Rapaz de Lisbo'a e, na televisão, chegou ao público com a sua participação em 'Pai à Força' e 'Ferreirinha', séries da RTP. Atualmente, é Narcisa Severo em Rainha das Flores, uma das maiores vilãs de todos os tempos das novelas da SIC. Na peça 'Um Diário de Preces', contruída a partir de um texto da autora americana Flannery O'Connor e com encenação de Miguel Loureiro, a atriz interpreta os textos da escritora através de conversas com Deus, numa tentativa de compreender o mundo.

Luísa Cruz
Na peça "Música"

Licenciada em Teatro, Luísa Cruz é uma das atrizes portuguesas com o currículo mais preenchido. Pelo seu talento, foi recebendo vários prémios de reconhecimento: em 1989, foi distinguida com o Prémio Melhor Jovem Atriz pela revista O Actor e, no mesmo ano, recebeu o Prémio de Actriz Revelação, dado pelo semanário Se7e. Mais recentemente, em 2006, recebeu o Globo de Ouro de Melhor Atriz de Teatro durante o ano de 2005. No teatro, no cinema e na televisão, a atriz demonstra a sua versatilidade. Ao longo dos anos, tem tido papéis de relevo em várias novelas nacionais e, atualmente, participa na novela Amor Maior, da SIC. Em maio, na nova história que substituirá Rainha das Flores, a atriz será a grande vilã. Na peça de teatro "Música", um texto original de Frank Wedekind, com encenação de Luís Miguel Cintra, a atriz dá vida a duas personagens: vigilante de prisão e Coronela Hühnerwadel. Em cena nos teatros durante o ano passado, a peça, de 1906, retrata o tempo em que as mulheres eram presas durante cinco anos por abortarem, depois de serem violadas.

Rita Cabaço
Na peça "Música"

Estreou-se profissionalmente em 2010, no Teatro Experimental de Cascais, com a peça 'As Bruxas de Salém', um texto de Arthur Miller e encenação de Carlos Avillez. Atualmente, colabora com os Artistas Unidos, tendo participado em várias peças como 'O Campeão do Mundo Ocidental', em 2013, e 'Punck Rock', em 2014. 'A Estupidez', uma peça de Rafael Spregelburd na qual a atriz interpreta várias personagens, estreou em janeiro deste ano no Teatro da Politécnica. Com a peça de teatro 'Música', encenada por Luís Miguel Cintra e que estreou em junho do ano passado no Teatro da Cornucópia, a atriz já foi distinguida pela Associação Portuguesa de Críticos de Teatro com o Prémio da Crítica 2016.

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