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Raquel Tavares conquista o seu primeiro Globo de Ouro

Fadista premiada pelo álbum ‘Roberto Carlos por Raquel Tavares’.

Raquel Tavares recebe o prémio para Melhor Intérprete Individual

Raquel Tavares recebeu o Globo de Ouro de Melhor Intérprete Individual, entregue pelos atores Mariana Pacheco e Renato Godinho. A artista, de 33 anos, foi distinguida por Roberto Carlos por Raquel Tavares, um álbum de homenagem ao cantor brasileiro, que a própria considera “o rei”. Nele canta temas bem conhecidos como Você, Sua Estupidez, Fera Ferida, Detalhes, Emoções e Como É Grande O Meu Amor Por Você.

Raquel Tavares nasceu em Lisboa a 11 de janeiro de 1985 e é “uma das mais importantes vozes do Fado contemporâneo. Raquel vive onde o fado mora, no coração de Alfama que bate como se fosse seu e isso sente-se nos seus concertos ”, pode ler-se na sua página oficial de Facebook.

A artista começou a cantar quando tinha apenas cinco anos e aos 12 ganhou alguma notoriedade ao vencer vários concursos, entre eles a Grande Noite do Fado, numa gala que decorreu precisamente no Coliseu de Lisboa, em 1997.

Cinco anos depois começou a cantar regularmente em casas de fado a convite de Fernando Maurício e privou com grandes nomes deste estilo musical, como Hermínia Silva, Lucília do Carmo, Berta Cardoso ou Beatriz da Conceição.

O seu disco de estreia, com o seu nome, foi lançado em 2006 e o sucesso foi imediato: ganhou os prémios Amália Rodrigues e Casa da Imprensa na categoria Revelação.

Desde então não parou. Entre muitas outras coisas, em novembro de 2012 partilhou o palco com Ivan Lins no âmbito da Capital Europeia da Cultura, em Guimarães, em janeiro do ano seguinte os dois voltaram a atuar juntos, desta vez no Rio de Janeiro, e em abril apresentou o espetáculo Nem Todo o Fado é Triste, Nem Todo o Samba é Alegre, inserido na programação do Ano do Brasil em Portugal.

Em 2014 Raquel Tavares representou Portugal na Feira do Livro de Bogotá e no centro Cultural Gabriel Garcia Marquéz onde deu forma ao mote escolhido para a comitiva nacional: Da minha língua vê-se o mar.

Dois anos depois, lançou Raquel, um trabalho discográfico que contou com a colaboração de Rui Veloso, um dos seus ídolos de sempre, Carlão e Rui Massena, entre outros.

O CD que hoje, 20 de maio, lhe valeu o Globo de Ouro de Melhor Intérprete Individual foi editado em novembro de 2017 e é uma homenagem a Roberto Carlos, um dos artistas que marcou a sua infância. “Eu oiço Roberto Carlos desde menina. (…) Sei de cor o ’88’, toda a minha vida ouvi Roberto Carlos, acho-o de facto ‘o rei’, tem uma carreia invejável, não o acho ‘démodé’ e lanço este desafio à minha geração de ouvir e descobrir este belíssimo repertório. (…) No Brasil, toda a gente gravou Roberto Carlos – Gal Costa, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Zeca Pagodinho, Maria Rita, Ivan Lins, e muito outros”, explicou a fadista à agência Lusa. [Este álbum] foi um belíssimo presente para culminar este ano de 2017, que foi muito bom e bonito para mim. (…) Vou ser eu mesma a cantar onde isto me transporta, onde me leva. Pode haver fadistice, mas é onde me levou naturalmente. Eu não tinha que impor a fadista, porque não fazia sentido nenhum. (…) Eu não tinha de ser a fadista a cantar canções do Roberto Carlos, eu sou a Raquel com uma identidade muito forte, que é o fado, a cantar as canções do Roberto Carlos e ponto final ”, acrescentou ainda, antes de referir que a ideia de fazer esta homenagem ao artista que conta com mais de 50 anos de carreira veio do produtor musical Max Pierre.

Ao longo da sua carreira, Raquel Tavares já atuou em países como Espanha, França, Itália, Grécia, Marrocos, Alemanha, Bélgica, Holanda, Escócia, Inglaterra, Irlanda, Uruguai, Argentina, Brasil, Canadá, China e mais recentemente e Austrália, entre outros.

Estavam também na corrida ao Globo de Ouro de Melhor Intérprete Individual Miguel Araújo, com Giesta, Richie Campbell, com Mixtape Lisboa, e Salvador Sobral, com o single Amar Pelos Dois, vencedor do Festival da Eurovisão 2017.

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