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Melhor Intérprete Individual

Os quatro melhores intérpretes individuais portugueses com discos lançados em 2016

António Zambujo

António Zambujo

Do Alentejo para os palcos do mundo, assim foi o salto de António Zambujo. Entre festivais e digressões nacionais e internacionais, o seu trabalho tem sido aplaudido e reconhecido por todo o mundo (em França, por exemplo, pela revista Mondomix ou em Inglaterra, pela Songlines). Tem oito álbuns lançados e êxitos incontáveis. Em 2012, com o álbum "Quinto", surgiram músicas de sucesso como "Lambreta", "Algo estranho acontece" e "Flagrante". Dois anos depois, a "Rua da Emenda" valeu-lhe um globo de ouro de Melhor Intérprete Individual. Com o tema "Pica do 7", do mesmo álbum, recebeu também o globo de ouro de Melhor Música. Em 2015, chegou a música "Nada Errado", com Dengaz, que se tornou rapidamente num êxito. O lançamento de "Até Pensei Que Fosse Minha", composto apenas por êxitos do brasileiro Chico Buarque e com participações da cantora Roberta Sá e de Carminho chegou ao público em 2016.

Carminho

Carminho

Aos 32 anos, é uma das fadistas com mais sucessos dentro e fora do país. Foi há oito anos que lançou "Fado", o seu primeiro álbum, distinguido no estrangeiro pela revista britânica Songlines como uns dos melhores álbuns do ano. Em 2011, juntamente com Pablo Alborán, lançou a música "Perdóname", e tornou-se a primeira portuguesa a chegar ao top de vendas espanhol. Um ano depois, lançou o álbum "Alma", que lhe valeu o globo de ouro de Melhor Intérprete Individual. Ainda nesse ano, fez uma reedição do álbum, com temas em conjunto com Chico Buarque. Em 2015, lançou o "Canto" e participou num disco de tributo a Amália Rodrigues, num dueto com Caetano Veloso. Em 2016, em conjunto com os HMB, surge "O Amor é Assim", que se tornou rapidamente um êxito. O novo álbum da fadista Carminho, lançado em dezembro do ano passado e composto por 14 temas de Tom Jobim, conta com participações de artistas como Maria Bethânia e Chico Buarque.

Cristina Branco

Cristina Branco

O seu contacto com o fado começou de forma descontraída, quando, num jantar de amigos, cantou pela primeira vez. Em 1996, gravou o seu primeiro álbum, "Cristina Branco In Holland", a partir de dois concertos realizados em Amesterdão. A partir daí, não parou mais. Aos 44 anos, já tem mais de 10 álbuns produzidos, com distinções além fronteiras. Em 2003, lançou "Sensus", o seu sexto álbum, com letras de nomes conceituados como o brasileiro Vinícius de Moraes, Chico Buarque, Eugénio de Andrade, Luís de Camões ou Shakespeare. Em 2007, fez vários espetáculos de homenagem à obra de Zeca Afonso e lançou a compilação "Perfil" e o álbum "Abril", com músicas do artista. 2016 foi o ano do lançamento de "Menina", composto apenas por temas originais e com parcerias com artistas como André Henriques, dos Linda Martini, Jorge Cruz, dos Diabo na Cruz ou alguns elementos dos Deolinda.

Fábia Rebordão

Fábia Rebordão

É um dos nomes mais ouvidos quando se fala em fado novo. Fábia Rebordão tem 32 anos mas apaixonou-se pelo fado aos 15, ao ouvir Amália Rodrigues, de quem é prima. Cantou durante anos em várias casas típicas de Alfama, mas foi em 2011 que lançou o seu álbum de estreia, "Fado A Oitava Cor", com participações de Celeste Rodrigues e da cantora cabo-verdiana Lura. Nesse mesmo ano, foi convidada pela fadista Mariza para atuarem juntas em dois concertos da sua digressão internacional, na Húngria e na Sérvia. Teve também a oportunidade de cantar em Nova Iorque, na sala de espetáculos Carnegie Hall. Em 2012, foi nomeada pelo Jornal Expresso como uma das 50 personalidades revelação do ano e foi distinguida pela fundação Amália com o prémio Revelação Amália Rodrigues. 2016 foi o ano do regresso da fadista aos álbuns, com o lançamento de "Eu", em colaboração com artistas como Rui Veloso e Tozé Brito. Neste álbum, surge o single "Falem Agora", bem conhecido dos portugueses.

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