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Maria do Céu Guerra e Rita Lello partilham paixão pelo teatro

Mãe e filha, uma no papel de atriz e a outra no de encenadora, trazem ao palco do teatro A Barraca, a peça, “Erêndira! Sim, avó”.

Maria do Céu Guerra e Rita Lello
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Maria do Céu Guerra e Rita Lello

Tiago Caramujo

Rita Lello
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Rita Lello

Tiago Caramujo

Maria do Céu Guerra
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Maria do Céu Guerra

Tiago Caramujo

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Tiago Caramujo

Oceana Basílio
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Oceana Basílio

Tiago Caramujo

António-Pedro Vasconcelos e Vitorino de Almeida
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António-Pedro Vasconcelos e Vitorino de Almeida

Tiago Caramujo

Heitor Lourenço
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Heitor Lourenço

Tiago Caramujo

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Tiago Caramujo

Sara Rio Frio
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Sara Rio Frio

Tiago Caramujo

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Tiago Caramujo

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Tiago Caramujo

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Tiago Caramujo

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Tiago Caramujo

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Tiago Caramujo

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Tiago Caramujo

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Tiago Caramujo

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Tiago Caramujo

São mãe e filha e ambas têm uma paixão em comum: o teatro. Rita Lello é a encenadora da peça "Erêndira! Sim, avó" , onde Maria do Céu Guerra dá vida a uma avó que não olha a meios para conseguir dinheiro, prostituindo a própria neta de 14 anos.

Após ter estado em cena durante o ano passado, o espetáculo, inspirado numa das obras do nobel da literatura, Gabriel Garcia Marquez, regressou ao teatro A Barraca esta sexta-feira, 12 de janeiro, onde estiveram presentes na plateia várias caras conhecidas como o maestro, Vitorino de Almeida ou a atriz, Oceana Basílio.

Juntas em mais um projeto, Maria do Céu Guerra e Rita Lello falam de como é trabalhar em conjunto, mãe e filha. Para a veterana atriz, de 74 anos, não muda muita coisa, salientando que a proximidade familiar por vezes pode ser favorável e em outras ocasiões não. “É igualzinho a trabalhar com encenadores e autores que conhecemos bem. Às vezes a intimidade é favorável, às vezes a intimidade não favorece. Por vezes é melhor haver mais distância. Depende também dos trabalhos, dos elencos, do dinheiro que há na bilheteira. Às vezes há tantos problemas nos teatros que as pessoas andam super nervosas e quando se está super nervoso é preferível trabalhar com pessoas com quem se faz imensa cerimónia”, contou.

Por seu turno, Rita Lello faz questão de destacar o privilégio de trabalhar com umas das atrizes mais conceituadas em Portugal. “Confesso que quando estou a ensaiar com a minha mãe, eu não vejo a minha mãe. Eu vejo uma enormíssima atriz que coloca muito bem as suas questões e que eu tenho de ouvir porque tem uma experiência enorme…A isto acresce um talento gigantesco, incomensurável. Não é só experiência. É também experiência acrescida de um talento fora de série”, confidenciou.

A peça “Erêndira! Sim, avó” está em cena no teatro A Barraca, em Lisboa, que foi precisamente fundado por Maria do Céu Guerra, juntamente com o pintor e cenógrafo, Mário Alberto, em 1975. Em quase 43 anos de existência da companhia, a atriz esteve atenta ao percurso do teatro português. “O teatro é o espelho do país, ou pelo lado da revolta que tem e que mostra ou pelo lado do acompanhamento da sociedade, que foi precisamente o que aconteceu connosco (Teatro A Barraca). Houve uma transformação, acabou a censura e de repente aí vamos nós fazer um teatro novo, uma coisa nova...O teatro está cada vez mais incutido num grupo que é minoritário, mas que é cada vez mais sólido e que cada vez gosta mais. E tenho impressão que são mais as pessoas que querem fazer teatro do que aquelas que querem ver teatro. Há milhões de jovens a quererem ser atores, a quererem fazer teatro… Há muita gente a aproximar-se disto como uma coisa que eles devoram e querem aprender… É uma grande aventura para a vida deles”, afirmou.

O espetáculo encenado por Rita Lello e protagonizado por Maria do Céu Guerra, conta ainda com os atores como João Maria Pinto, Sara Rio Frio, Adérito Lopes e João Teixeira. A peça vai estar em cartaz até ao próximo dia 1 de abril, todas as quintas-feiras, sábados e domingos.

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