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E Se Fosse Consigo - A realidade da homossexualidade e parentalidade

E Se Fosse Consigo - A realidade da homossexualidade e parentalidade

Homossexualidade e Parentalidade é o tema do programa E Se Fosse Consigo?

  • A lei mudou mas ainda é preciso mudar as mentalidades

    E se fosse consigo

    Para Paulo Côrte-Real, negar a uma criança o direito de reconhecer como pais ou como mães os dois membros dum casal homossexual era uma violência a que a alteração da lei da adoção pôs fim. O ativista LGBT tem consciência de que a lei mudou mas ainda é preciso mudar as mentalidades. Dar visibilidade às famílias de pais do mesmo sexo para combater o preconceito.

  • “Os vínculos não são feitos através do sangue, são feitos através das pessoas”

    E se fosse consigo

    Para a psicóloga Gabriela Moita, as ligações de sangue não estão à frente as ligações emocionais. “Os vínculos não são feitos através do sangue, são feitos através das pessoas” e a forma como se educam os filhos, como se criam, nada tem a ver com a orientação sexual dos pais. “As crianças precisam é de alguém que cuide bem delas, independentemente de quem lhes dê a educação, o afeto, a segurança”, diz.

  • Marta espera que seja uma questão de tempo até que as pessoas não estranhem famílias como a dela

    Homossexualidade e parentalidade

    Quando em 2010 a lei que autoriza o casamento entre homossexuais foi aprovada, Marta e Mariana esperavam que fosse uma questão de tempo até que chegasse a possibilidade de adotar. Tal como noutras famílias, a lei que existia não tinha impedido que elas e outros casais de mulheres e de homens tivessem filhos. "O que existia era uma hipocrisia, estávamos a ser discriminados", diz Mariana. Marta continua a esperar que seja também uma questão de tempo até que as pessoas não estranhem famílias como a delas.

  • "A diferença não está na orientação sexual das pessoas que criam os filhos, está no caráter”

    E se fosse consigo

    Fabíola nunca desejou ter filhos. Ana sempre sonhou ser mãe. Quando se tornaram casal, pensaram adotar mas, como a lei ainda não o permitia, a opção foi a gravidez de Fabíola. Partilharam os receios e discutiram a responsabilidade com a família, com os amigos. Como é que uma criança filha de duas mães iria ser recebida na escola, no infantário? Como seria com os vizinhos? A vida foi dando as respostas. “Ser homossexual não torna ninguém melhor nem pior", diz Fabíola. "A diferença não está na orientação sexual das pessoas que criam os filhos, está no caráter”, acrescenta Ana.

  • "A família tradicional não existe"

    E se fosse consigo

    Para o pediatra Mário Cordeiro vivemos uma revolução social nas últimas décadas. Cada família organiza-se como acredita que vai funcionar melhor e todas são normais. "Anormais, é quando há pessoas narcisistas, quando há violência". Para as crianças é completamente indiferente a relação entre os pais, a vida conjugal só diz respeito a duas pessoas, sejam elas, pai e mãe, dois pais, ou duas mães. O pediatra não tem dúvidas de que o necessário é terem quem lhes dê amor, educação e limites.

  • Um é o pai legal, dois são “pais de coração”

    E se fosse consigo

    Jorge Cabral e Pedro Mata sempre quiseram ser pais. Juntos, “decidiram avançar”, ainda a lei não o permitia a casais homossexuais. Jorge ficou como pai legal, os dois passaram a ser “ser pais de coração”, não sem antes terem envolvido a família na decisão que lhes mudou a vida. Hoje, partilham o orgulho que têm no filho, que os “tornou mais felizes, mais autênticos”.

  • “O que está em causa é a felicidade da criança, não se tem dois pais ou duas mães”

    Homossexualidade e parentalidade

    Desde fevereiro de 2016 que a lei portuguesa permite a adoção de crianças por casais do mesmo sexo. Mas até que ponto a mudança da lei é aceite por todos? Fizemos a experiência com câmaras ocultas. Num parque infantil, uma mulher insurge-se contra dois homens por discordar que sejam pais adotivos de uma criança. O discurso passa claramente dos limites. Quem vai parar o abuso? E Se Fosse Consigo?

  • “Não tenho pena da criança, tenho pena de si, do seu filho, da sua família”

    Homossexualidade e parentalidade

    Não faltam estudos que provam que não é a orientação sexual que atesta a capacidade de ser pai ou ser mãe. Mas será que todos pensam assim? Fizemos a experiência. Num espaço público, uma mulher censura dois homens com uma criança que adotaram. A maioria dos que viram e ouviram saíram em defesa dos pais. Para estas pessoas o importante é que uma criança tenha amor e alguém que cuide dela. E Se Fosse Consigo? Agia ou ficava indiferente?

  • “A criança entende pelo coração, pelo amor”

    Homossexualidade e parentalidade

    De que é que uma criança precisa? Ao olhar dos outros, ter dois pais ou duas mães faz diferença? Quisemos perceber. Dois homens brincam com o filho adotivo, enquanto uma mulher incomodada com a cena avança para o insulto. A situação é encenada com atores e acontece num jardim público. Quem está de acordo com a mulher que manifesta preconceito e quantos discordam dela? E se Fosse Consigo?

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