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O que é ser um bom pai, uma boa mãe?

O que é ser um bom pai, uma boa mãe?

O que é ser um bom pai, uma boa mãe? Ouvimos crianças, entre os 8 e os 13 anos, que vivem institucionalizadas. Foram retiradas às famílias por diversos tipos de maus tratos. Quando se lhes pergunta como é que os pais devem fazer aos filhos, elas dão a resposta.

  • Atrizes falam da indiferença das pessoas ao verem uma criança a ser mal tratada

    E se fosse consigo?

    O último programa "E Se Fosse Consigo?" abordou os maus-tratos a crianças. Para recriar uma situação em que uma mãe maltrata a filha em público, foi preciso contar com a participação de duas crianças. Depois das gravações, em que a maioria das pessoas não interferiu para acabar com a agressividade da mãe, as jovens atrizes falaram sobre a indiferença dos que passaram, inclusive de um ex-ministro.

  • "Mãe Paula" orgulhosa do trabalho nas Aldeias SOS

    E se fosse consigo?

    Ana Paula Quintela, a mãe Paula, como carinhosamente é tratada, diz sentir um orgulho enorme no trabalho que faz como mãe de acolhimento das Aldeias SOS. Receber e cuidar de meninos retirados às famílias biológicas, que vêm de situações muito complicadas, é um desafio que precisa de uma entrega muito grande. Não se pode desistir. Para Ana Paula Quintela, é preciso crescer com eles. Dar passos em frente. Retomar o caminho, quando há recuos. “Têm de ser pessoas livres, não têm de depender de nada nem de ninguém”.

  • Jovens que chegam à instituição tem cada vez mais problemas de saúde mental

    E se fosse consigo?

    Cláudia Carvalho, psicóloga e diretora do estabelecimento Vila Mar, na Madeira, considera que os jovens que chegam à instituição têm cada vez mais problemas de saúde mental e consumos. E a verdadeira razão destes problemas tem origem nos maus tratos, na violência e na negligência que sofreram. Para a técnica, é fundamental que a sociedade abra as portas à socialização dos jovens da instituição, para que rapidamente possam tornar-se autónomos e mais preparados para a vida futura.

  • “Uma criança que tenha vivido em sofrimento e em dor continuada nunca será um adulto saudável”

    E se fosse consigo?

    João Redondo, médico psiquiatra do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, considera que “uma criança que tenha vivido em sofrimento e em dor continuada nunca será um adulto saudável”. O psiquiatra cita mesmo um estudo que diz que uma pessoa que tenha sofrido mais de seis eventos traumáticos na infância pode vir a ter menos vinte anos de vida. Para João Redondo, é preciso reequacionar o tempo de se ser família. Ser família só nas férias, não chega.

  • Tudo faltou a Júlia Quintino. A comida, a casa, o amor dos pais

    E se fosse consigo?

    Aos 7 anos, viu a mãe partir. Tomou-lhe o lugar, cuidou dos irmãos, tratou do pai. Sofreu às mãos dele sem motivo, “talvez por ser parecida com a minha mãe”. Quando chegou à instituição, encontrou a ajuda para aliviar o fardo que carregava sozinha e aprendeu a viver. Júlia já é mãe, mas os irmãos continuam na vida dela.

  • O primeiro beijo de boas noites que receberam foi na instituição

    E se fosse consigo?

    Era um carinho que até aí desconheciam. Para trás, ficaram anos de maus tratos, sem regras e sem horas. Francisco e Hugo mal se conheciam. Viviam separados, um entregue ao pai, outro à mãe. Em comum, só as memórias dos maus tratos. Às mãos do pai, às mãos do padrasto. Francisco e Hugo aprenderam a viver na instituição que os acolheu. Mas o mérito é também deles.

  • “Por que não tive uma família?”

    E se fosse consigo?

    Sabina Ventura sabe a resposta, mas ainda lhe doem as razões. Ainda tentou, teve esperança, mas quando a mãe tornou a falhar desistiu. Acabou por ter a família que desejou na instituição que a acolheu. Sabina ganhou três mães. A última foi a mãe Paula, que a acompanhou até sair da instituição e é a mão amiga em que ainda hoje se apoia. A porta aberta a que sempre regressa.

  • Abandonada pela mãe, do pai só se lembra dos maus momentos

    E se fosse consigo?

    A mãe abandonou-a ainda não tinha 2 anos. Do pai, só se lembra das bebedeiras, das sovas de cinto, das bofetadas. Cláudia sente que lhe roubaram a infância. Quem mais devia protegê-la foi quem mais a magoou. A entrada na instituição foi fácil. Era mais uma entre as crianças da mesma idade. A saída foi a altura mais complicada. Sentiu-se meia perdida mas a dificuldade tornou-a determinada.

  • Pais que maltratam filhos “são criminosos que deviam estar presos”

    E se fosse consigo?

    “Os miúdos chegam sempre muito assustados, muito inseguros, vê-se pelo olhar que muitos deles não sabem o que lhes está acontecer”. Mário Baudouin, diretor técnico das Aldeias SOS, diz que todos tiveram uma história dramática. Os mais marcados terão dificuldade em ter uma vida feliz. Revolta-o a irresponsabilidade dos pais que maltratam os filhos. “São criminosos que deviam estar presos”, pensa muitas vezes.

  • "Quebrar o Silêncio" presta ajuda a homens vítimas de abusos sexuais

    E se fosse consigo?

    Maus tratos a crianças é o tema do próximo E Se Fosse Consigo. Em 2016, chegaram à justiça mais de dois mil casos de crianças e jovens vítimas de abuso sexual, em que 85% dos casos as vítimas tinham menos de 14 anos. Ângelo Fernandes diz ter sido vítima de abusos sexuais em criança, por parte de uma pessoa de confiança da família. Ângelo fundou a associação "Quebrar o Silêncio", que presta ajuda a homens vítimas de abusos sexuais.

  • "A minha infância só me serve como exemplo"

    E se fosse consigo?

    Só no ano passado, foram acolhidas mais de 2.300 crianças e jovens nas 310 casas de acolhimento que existem no país. Maus tratos a crianças é o tema do próximo E se fosse consigo, esta segunda-feira. Aos 10 anos, Bruno Olival foi retirado à família e acolhido pelo Estabelecimento Vila Mar, no Funchal, e conta agora a sua história.

  • "Tu não devias ter nascido, estás a ouvir?"

    E se fosse consigo?

    Num local público uma mãe maltrata, insulta e grita com a filha. Ultrapassa claramente os limites. A cena é ficcionada. Mas quem passa ouve e vê tudo. E Se Fosse Consigo? Interferia ou continuava como se nada fosse? Será que há alguém disposto a proteger a criança?

  • “Estúpida, burra, raio da miúda!”

    E se fosse consigo?

    Quem é que protege uma criança quando a violência é exercida por quem deve defendê-la? Fizemos a experiência. Uma mãe descontrolada, insulta e maltrata a filha. Alguém age para proteger a criança? E Se Fosse Consigo? Parava para ajudar ou seguia o seu caminho?

  • Entre os indiferentes até um ex-ministro. E se fosse Consigo?

    E se fosse consigo?

    E quando o alvo de uma agressão é uma criança? Alguém faz alguma coisa? Fizemos a experiência. Num parque público uma mãe ultrapassa os limites. Mais de uma centena de pessoas passaram pelo lugar onde a cena decorreu, incluindo um ex-ministro em pastas que o obrigariam a ser mais sensível aos direitos e à proteção das crianças. Será possível ignorar? Quem está disposto a fazer alguma coisa? E Se Fosse Consigo?

  • "Mãe Paula" orgulhosa do trabalho nas Aldeias SOS

    E se fosse consigo?

    Ana Paula Quintela, a mãe Paula, como carinhosamente é tratada, diz sentir um orgulho enorme no trabalho que faz como mãe de acolhimento das Aldeias SOS. Receber e cuidar de meninos retirados às famílias biológicas, que vêm de situações muito complicadas, é um desafio que precisa de uma entrega muito grande. Não se pode desistir. Para Ana Paula Quintela, é preciso crescer com eles. Dar passos em frente. Retomar o caminho, quando há recuos. “Têm de ser pessoas livres, não têm de depender de nada nem de ninguém”.

  • Jovens que chegam à instituição tem cada vez mais problemas de saúde mental

    E se fosse consigo?

    Cláudia Carvalho, psicóloga e diretora do estabelecimento Vila Mar, na Madeira, considera que os jovens que chegam à instituição têm cada vez mais problemas de saúde mental e consumos. E a verdadeira razão destes problemas tem origem nos maus tratos, na violência e na negligência que sofreram. Para a técnica, é fundamental que a sociedade abra as portas à socialização dos jovens da instituição, para que rapidamente possam tornar-se autónomos e mais preparados para a vida futura.

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