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6º episódio - 12 de setembro (sábado)

António é assassinado e Maria é acusada de homicídio!

Christian Gnad

Maria leva o chá a António, sob o olhar nervoso de Catarina que, momentos antes lhe tinha acrescentado os comprimidos que esmagou. A rapariga fica ainda mais perturbada quando António a desafia para uma partida de xadrez, mas aceita esforçando-se por parecer natural.

Henrique e Miguel trocam algumas palavras já no interior do palacete onde já decorre a festa sexual de luxo e preparam-se para partir às suas conquistas para essa noite.

António ganha a Catarina a partida de xadrez que estiveram a jogar e confessa que está cheio de sono, assumindo que lhe custou levar o jogo até ao fim. Maria ajuda-o a levantar-se para ir para o quarto, enquanto Catarina, fingindo que está a ajudar a mãe por generosidade, leva a loiça para a cozinha, lavando-a de maneira a eliminar os vestígios dos comprimidos que misturou no chá. A mãe estranha tanta simpatia mas acaba ingenuamente por corresponder àquilo que pensa ser uma atitude carinhosa da filha.

Hélder regressa o mais depressa que pode à redação para mostrar a Benedita a fotografia de um ministro que apanhou na festa sexual de luxo. A diretora da revista fica estarrecida e diz que vão ter de cancelar a reportagem porque o homem que aparece ao lado do ministro na fotografia é seu irmão. Benedita pede ao fotógrafo o cartão de memória onde estão armazenadas as fotografias e diz que depois fala com Beatriz sobre a suspensão da reportagem.

Na festa do palacete, Betty aproxima-se de Henrique que deseja que saia o número seis no sorteio de mulheres que acaba de se iniciar, pois o número seis é o que a striper tem ao peito. Miguel segue entretanto para outra divisão com uma mulher.

Catarina faz tempo no seu quarto e olha nervosamente para o relógio. Passados alguns segundos, sai do seu quarto e entra no de António, certificando-se de que ele está a dormir e pousa na mesa-de-cabeceira o blister que continha os comprimidos que lhe misturou no chá. Assim que o patrão se mexe na cama, pega numa almofada e sufoca-o até à morte. Em gestos muito nervosos, vira-o de barriga para baixo, de modo a deixá-lo com a cara mergulhada no travesseiro e sai do quarto esbarrando antes num móvel.

Pala manhã, Henrique acorda de ressaca, depois da noitada que teve no palacete. Sofia pede-lhe apenas que não a envergonhe, alertando-o para que não confie demasiado nas mulheres com que se envolve. O marido assegura que não a deixará ficar mal e procura servir-se de um café que o ajude a acordar.

Hélder mente a Beatriz e justifica que já não vai haver reportagem da festa porque ela simplesmente não aconteceu. A jornalista não se deixa convencer, mesmo depois de Benedita lhe entregar um artigo para substituir a reportagem. Assim que a cunhada vira costas, Beatriz faz uma chamada e deixa uma mensagem para que a contactem assim que possível.

Catarina prepara-se para ir para a faculdade. Está muito nervosa e só com a insistência de Maria aceita um copo de sumo. A mãe estranha que António ainda não se tenha levantado e Catarina fica de tal maneira perturbada que deixa cair o copo ao chão, saindo de seguida, a pretexto de já estar atrasada.

Henrique fica muito preocupado quando Benedita lhe telefona a dizer que tem consigo fotografias comprometedores da festa onde ele esteve. O irmão pede-lhe que não publique nada a seu respeito e ele aproveita para lhe dar um raspanete, avisando que o pai não ia gostar nada de o ver envolvido num escândalo, já para não falar da sua reputação. Henrique pede à irmã que coloque as fotos em bom recato e que lhas dê quando for ao Porto.

Maria serve um café a Duarte e, intrigada com o facto de António ainda não ter descido, vai ver o que se passa com o patrão. Ao entrar no quarto, fica estarrecida quando percebe que ele está morto e grita por Duarte, à medida que sai do quarto. Perante a angustia da empregada, Duarte percebe a tragédia que aconteceu e avança para ir ver o pai, enquanto Maria não consegue travar as lágrimas que lhe invadem os olhos.

De tarde, o corpo de António é removido, perante a consternação de Duarte, Benedita e Teresa, que não conseguem perceber como é que o pai morreu, se estava a melhorar a olhos vistos e a conseguir debelar a doença. Teresa é a mais inconformada.

Jonas termina mais um ensaio com os seus bailarinos e percebe que Teresa lhe ligou várias vezes. Assim que pode, fala com a mulher e toma conhecimento do falecimento do sogro.

Henrique aproveita o facto de Teresa se afastar para falar com o marido para pedir a Benedita o cartão de memória que contém as fotografias comprometedoras que lhe tiraram na festa. A irmã vai para o exterior da casa e Henrique recebe do médico legista o documento que atesta o óbito do pai. Depois vai cheio de raiva à cozinha e culpa Maria pela morte de António, agarrando-a pelo braço e exigindo que ela deixa a quinta com a filha ainda naquele dia. Maria reage e só a chegada de Teresa evita que cheguem a vias de facto. Teresa arrasta o irmão para a sala e balbucia um pedido de desculpas para Maria, que fica muito enervada com o incidente.

Junto dos irmãos, Henrique continua a atacar Maria e a responsabilizá-la pela morte do pai. No entanto, fica frustrado porque nenhum deles o apoia. Benedita recomenda-lhe calma e sugere-lhe que ligue a Sofia e Inês a dar a notícia da morte de António.

Sofia recebe a chamada do marido e prefere ser ela a contar à filha que o avô morreu, certa de que será um grande choque para ela.

Na faculdade, Inês avista Catarina, que acelera o passo na tentativa de não a encarar. Como não consegue, finge que estava distraída e justifica que vai ao bar tomar um chá, pois está indisposta. João aparece ao longe e Inês confessa que apenas o tem cumprimentado. Catarina disfarça o seu contentamento.

Beatriz encontra-se com Betty e a striper confirma que ao contrário do que lhe disseram houve mesmo festa sexual no palacete e que se Hélder não foi fotografar foi porque não quis ou se enganou na morada. Beatriz fica intrigada e rejeita uma chamada de Duarte que lhe liga nesse preciso momento.

O marido estranha que Beatriz tenha rejeitado a chamada e Benedita alvitra que ela pode estar a meio de uma entrevista. Duarte decide então ir buscar o filho Pedro. Teresa conta que Jonas foi já buscar os miúdos e Henrique teme pela reação de Inês à morte do avô. Com efeito, quando chega a casa e Sofia conta-lhe que António faleceu, Inês fica muito transtornada e chora no colo da mãe, ainda incrédula com o sucedido.

Beatriz confronta Hélder com o facto de lhe ter mentido ao dizer que não houve qualquer festa no palacete. Ele sente-se pressionado e manda-a falar com Benedita, deixando-a ainda mais desconfiada. O fotógrafo acrescenta que pode aproveitar o facto de ela estar no Porto e acaba por dar a notícia a Beatriz de que António morreu.

Maria conversa na cozinha da casa da quinta com Fernanda e conta que Henrique a culpou pela morte de António. A amiga fica revoltada e Catarina diz para ela não ligar ao que ele diz, pois não teve culpa de nada. Maria continua inconsolável com a morte do patrão e considera a hipótese de terem de arranjar outro sítio para morarem. A filha fica apreensiva. Fernanda tenta saber a causa da morte do doutor e Maria diz que só depois da autópsia se saberá o que aconteceu.

Á porta da igreja onde António vai ser velado espera-se pela chegada do corpo. Teresa está inquieta por Duarte e Beatriz ainda não terem chegado. Jonas propõe-se enviar-lhes uma mensagem mas Henrique faz recair sobre si a indignação geral ao dizer que têm de falar sobre o testamento. Teresa é a mais revoltada e critica o irmão por só pensar em dinheiro numa altura em que acabaram de perder o pai. Entretanto, Duarte chega finalmente à igreja e deixa todos em estado de choque ao revelar que o corpo só será libertado mais tarde pois existe a suspeita de que o pai tenha sido assassinado.

Na quinta, Maria apressa Catarina para que saia da piscina, pois têm de sair para o velório, recomendando-lhe que demonstre respeito perante a família.

Ao mesmo tempo, ainda no exterior da igreja, Benedita recebe uma chamada e fica espantada ao ser informada por uma inspetora que alguém vai ser detido.

Catarina acaba de se arranjar e ouve uma última vez a conversa de António com o advogado em que ele deu instruções para incluir Maria no testamento. Depois para a gravação e apaga-a do telemóvel.

Ao saírem de casa, Maria e Catarina são confrontadas por dois agentes da Polícia Judiciária, que detêm Maria, informando-a de que é suspeita de um homicídio. Maria debate-se com os agentes mas acaba por entrar no carro, enquanto Catarina fica sem saber o que fazer para ajudar a mãe. Esta mostra-se convicta de que vai conseguir provar que nada tem a ver com o crime que lhe imputam.

Perdida, Catarina telefona a Fernanda e conta que a mãe acaba de ser presa, suspeita de ter mortado o doutor. A amiga não perde tempo e diz a Jorge que vai sair mais cedo, sem lhe dar hipótese de sequer contestar a sua decisão. De imediato telefona a Vítor e informa-o do que se está a passar, dizendo que vai tentar saber algo mais.

Entretanto, Henrique dá largas ao ódio que tem a Maria e diz não ter dúvidas de que ela é mesmo culpada pela morte do pai, ao passo que os irmãos não têm assim tanta certeza. Duarte conta que o funeral de António vai poder fazer-se no dia seguinte e Henrique anuncia que o advogado os convocou para a leitura do testamento logo após o enterro.

Já nas instalações da PJ no Porto, Maria fica em choque quando a inspetora Paula a informa de que é a principal suspeita de ter matado o patrão, pois a autópsia feita a António Castro de Aguiar após a sua morte, revelou uma intoxicação de comprimidos para dormir. Maria recusa qualquer responsabilidade na morte do patrão mas a agente sugere-lhe que escolha entre chamar um advogado ou conversarem as duas. Maria volta a jurar que está inocente.

Fernanda regressa da polícia e conta que Maria terá de aguardar até ser presente a um juiz para que este decida a medida de coação que irá impor-lhe. Catarina está apreensiva e diz que já pediu a um professor seu para ser advogado da mãe. Nesse momento recebe uma chamada do doutor Vidal, que a convoca para a leitura do testamento de António na quinta. Perante a curiosidade de Fernanda, Vítor e Leandro, Catarina faz-se de inocente e diz que não sabe porque é que a estão a chamar.

Quando Vidal anuncia que António incluiu Maria como sua testamentária e que lhe deixa parte da herança, Henrique irrompe em cólera e grita que agora já se percebe porque é que ela matou o pai e que ela não pode receber nada. Catarina murmura que está escrito mas o advogado avisa que se ficar provado que Maria cometeu homicídio, perderá o direito a herdar e acrescenta que as partilhas estão congeladas até que tudo se esclareça. Todos ficam incomodados com a informação prestada por Vidal e Henrique fixa-se em Catarina e diz-lhe que vá avisar a mãe de que o plano não funcionou e que não vai herdar nada. Catarina sai porta fora e já no exterior da casa grita e chora de raiva por não poder chegar ao dinheiro que tanto desejou.

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