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1º Episódio (ESTREIA) - 7 de setembro (segunda-feira) - Parte 2

Catarina desafia Henrique que se afasta de barco e deixa-a sozinha no meio do rio!

Depois da surpresa que constituiu o reencontro com Maria, Henrique pede para conversar a sós com o pai. António não lhe dá margem de manobra para protestos e justifica a contratação de Maria com o facto de precisar de alguém que o ajudasse. Henrique sente-se impotente para contrariar o pai e segue ao encontro de Inês que o espera ao pé do carro para irem para casa. Aproveita a ocasião para saber mais de Catarina, sua filha bastarda e a filha legítima conta-lhe que ela é sua amiga, que está no mesmo curso de João, mas que ela a desiludiu ao mentir-lhe. O pai avisa-a para ter cuidado, pois há sempre gente a querer aproveitar-se dos outros.

Catarina interrompe o momento de recolhimento de Maria na capela, depois de se ter reencontrado com Henrique. A filha não esconde que está deslumbrada com a Quinta, lamentando que não seja sua e mostra vontade de experimentar a piscina. Maria lembra-lhe que estão ali para trabalhar mas Catarina responde que não foi morar ali para servir e diz que vai passear na vinha. Maria fica preocupada com a ligeireza da rapariga.

Maria serve um chá e bolos a António que se queixa de muitas dores na perna e pede segredo por ter decido tomar comprimidos, depois de ter pedido a Teresa que lhe fizesse o tratamento de acupunctura. A empregada sorri-lhe com cumplicidade e deixa o patrão a sós. Ele observa Catarina, que está a estudar, metendo conversa com ela. A vida escolar é o tema e António promete ajudá-la no que puder, recomendando-lhe que nunca tenha vergonha da mãe, que tem feito o que pode para lhe garantir a educação.

Beatriz esforça-se para convencer Duarte a esquecer o episódio da morte de Manuel e que se vá arranjar para ir ao jantar que o pai organizou para comemorar a medalha de ouro conquistada pelo vinho da Quinta em Bruxelas. O marido reage com enfado e quando ela diz que não o compreende, Duarte concorda e dispara que já não se entendem há muito tempo, saindo de casa.

Teresa termina o tratamento de acupunctura a António e o pai reconhece que é preciso estar numa situação complicada para experimentar uma alternativa. Depois força-a a prometer que vai ao jantar de família, apesar das desculpas de que Jonas tem um ensaio. Teresa aprova a contratação de Maria e acha que é normal que Henrique não tenha gostado da ideia, pois sempre gostou de ser ele a decidir tudo.

De saída da Quinta, Teresa cruza-se com Maria e acaba por comentar com ela que António tem um cancro nos ossos e pouco tempo de vida. Maria fica chocada com a informação.

Entretanto, Sara e Filipe, os pais separados de Joana, confortam-na pela morte de Manuel. Inácio deixa-os a sós com a filha para que conversem à-vontade. A mãe decreta que Joana passe alguns dias com ela.

Maria questiona António por não lhe ter contado que está com um cancro terminal. Ele oferece-lhe um copo de vinho e confessa que não gosta de beber sozinho nem queria preocupá-la. Corajoso, convence Maria a ajudá-lo a cumprir uma lista de últimas vontades, entre elas, escalar o Pico, nos Açores.

Na Quinta, começam a ser servidos os aperitivos para o jantar. Maria serve António e recusa provar o novo vinho, pois teme dar a ideia de que não conhece o seu lugar. O patrão parece ter algo para corrigir mas prefere dizer-lhe que comece a dar de beber a quem está, antes de lhes dar as notícias. Lúcia executa a ordem e dirige-se ao grupo onde está Henrique, a ser pressionado por William, ansioso para que ele lhe apresente o resultado das investigações que tem realizado. Henrique protela, escondendo que a investigação não está a correr bem, enquanto Sofia e Benedita optam por se afastar, pouco interessadas na conversa. William não desarma e faz ver a Henrique que a farmacêutica está a pressionar imenso para ter resultados, desejosa de lançar no mercado o novo medicamento. Henrique mente e assegura que no máximo em três meses conseguirá apresentar resultados. William aceita a promessa mas não fica convencido.

Sofia defende perante Benedita que a família devia organizar uma grande festa na quinta para promover o vinho mas Benedita recorda que o pai não gosta de abrir a casa a estranhos. Entretanto, Beatriz interrompe-as e pergunta se viram Duarte. Acaba por descobrir o marido na capela e ele assume que se sente como se tivesse recebido uma segunda oportunidade ao continuar vivo, ao invés de Manuel que apanhou o táxi que lhe estava destinado e morreu no seu lugar. Desta vez, Beatriz apenas se oferece para lhe fazer companhia, mas acaba por ir embora.

Inês procura Catarina no quarto desta e, depois de mais uma conversa sobre o facto de ela lhe ter mentido, fazendo-se passar por uma rapariga rica, acaba por conceder-lhe o benefício da dúvida e fazer as pazes com ela.

Vítor e Leandro sofrem uma pesada derrota num jogo de futebol mas o pai consegue marcar um golo e incha dando ares de grande craque. No entanto, a forma como festeja é exuberante de mais e faz com que tudo acabe numa cena de pancadaria com evasão de campo.

Henrique ouve a conversa de Inês com Catarina e oferece-se para levar esta a conhecer as belezas do rio, pois têm um barco ali na quinta. Ela responde logo que adorava, ignorando que estava a falar com o pai.

Beatriz conta a Benedita que encontrou Duarte na capela e que ele continua a sentir-se culpado pela morte de Manuel. A irmã acha que a culpa que sente acabará por lhe passar.

Sara e Filipe apoiam Joana, que cada vez parece mais desgastada com a morte do marido. Vasco entra em casa e depois de contar que os pais de Manuel já estão instalados no hotel e que Margarida está também a caminho, abraça a irmã.

Maria pede a Catarina que a ajude na cozinha mas a filha reafirma que o seu lugar não é a servir e sai rapidamente a dizer que vai fazer companhia a Inês.

Entretanto, Henrique trata de virar a família contra a decisão que António tomou, ao contratar uma cozinheira para tomar conta dele. Consegue convencer Benedita de que Maria não é qualificada para a função e sugere que contratem um enfermeiro. Teresa não tem tanta certeza de que seja correcto contrariar a vontade do pai e lembra que é importante ouvir o que Duarte tem a ver com o assunto. António aproxima-se para propor um brinde e quando Henrique conta a intenção de contratar um enfermeiro que cuide dele, diz logo que não vai despedir Maria. Como o filho insiste na conversa, António pede que os deixem a sós e diz na cara de Henrique que esta é uma excelente oportunidade para emendarem o erro do passado, quando Maria se foi embora grávida e não exigiu que ele assumisse o filho dele. Henrique tem de controlar a imensa irritação que se apodera dele, mas garante que não descansará enquanto não correr com Maria e Catarina lá de casa. António responde com grande serenidade que a casa é sua e que ainda não morreu.

Henrique deixa o pai e quando se cruza com Maria, destila veneno e dispara que é melhor não se habituar muito à casa. Ela não perde tempo e trata de garantir que não quer nada dele.

António brinda ao sucesso do vinho da família e agradece a Duarte a vitória que obteve em Bruxelas. Entretanto, sem rodeios, informa os presentes que está de partida com Maria para os Açores, para escalarem o Pico. Ninguém ousa proferir palavra, pois todos os presentes estão em estado de choque com a revelação. Refeitos da surpresa, primeiro Teresa, depois Henrique, pedem ao pai que se explique. António conta que escalar o ponto mais alto de Portugal sempre foi um desejo da mãe e como ela faleceu sem conseguir cumprir a vontade, ele quer faze-lo pelos dois, antes de morrer. Duarte confirma que ouviu falar do assunto e daquele desejo da mãe. Benedita ainda diz que se trata de uma tarefa muito dura para quem está no estado dele, mas o pai afirma que já está decidido e começa a jantar.

António escala o Pico com Maria e desfaz as dúvidas de que é o avô de Catarina, pedindo desculpa por não a ter apoiado logo que soube que ela tinha engravidado de Henrique. Maria deixa claro que escondeu a verdade da filha e sempre lhe disse que o pai tinha morrido, para a proteger. António assume que ainda as quer ajudar e conhecer melhor a neta mas aceita acabar com a conversa, ao ver o nervosismo de Maria que lhe pede que deixe as coisas como estão.

Henrique leva Catarina a passear no rio e certifica-se de que ela não sabe que ele é seu pai. Ao deixar o ancoradouro pergunta se ela sabe nadar, deixando a rapariga apreensiva, mas logo retoma a conversa, tentando saber como pretende Maria dar-lhe uma vida melhor.

Ainda no Faial, António e Maria matam a sede. O patrão insiste em remediar o passado e mostra vontade de reconhecer Catarina como neta. Maria prefere que ele deixe tudo como está, convicta de que será o melhor para a filha.

Henrique para o barco no meio do rio e incentiva Catarina a nadar um pouco. È o que ela faz, cada vez mais deslumbrada com tudo o que vê. Ele solta uma gargalhada e revela as suas verdadeiras intenções, dizendo-lhe para não se habituar às coisas boas, porque nem ela nem a mãe vão continuar na quinta. Dispõe-se a arranjar-lhes um lugar para morar e a ajudá-la a encontrar um bom escritório de advogados para fazer o estágio. Catarina desafia Henrique e diz que gosta da quinta e que a mãe bem a tinha avisado que ele era muito diferente do pai. Entretanto, Catarina pretende ajuda para trepar para o barco mas Henrique liga o motor, diz-lhe que pense no que conversaram e afasta-se com o barco para a margem, deixando a rapariga sozinha no meio do rio.

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