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JURADO - Telmo Moutinho

Responsável pelas sobremesas do Alma (restaurante do chef Henrique Sá Pessoa)

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Telmo Moutinho cresceu entre tachos e panelas e decidiu inscrever-se na Escola de Hotelaria de Mirandela, onde esteve três anos a estudar cozinha e pastelaria. Seguiu para a Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste, em Óbidos, onde os professores rapidamente lhe traçaram um futuro luminoso na arte de fazer doces. Foi lá que conheceu Andreia Luís (agora Moutinho, sua mulher) e, no final do curso, trabalharam um ano em cozinhas portuguesas de renome (Luís Baena e Leonel Pereira).

“Tive que ir para fora porque queria mais. A curiosidade era enorme e queria mais e mais”, recorda Telmo Moutinho, de 29 anos. O objetivo era ganhar calo e juntar dinheiro para ir para fora, construir uma carreira, ganhar experiência, aprender com os melhores. Começaram por Roma, mas depressa recebeu um telefonema do Atelier do Robouchon, o 6º melhor restaurante do Mundo na altura, para ir a uma entrevista e ficou. “Fui o primeiro português a entrar lá, foi muito duro, mas correu muito bem”, tão bem que quatro meses depois foi promovido a subchefe.

Nesta altura, já Andreia tinha chegado a Paris para trabalhar na famosa Ladurée. No processo de procura de emprego, Andreia enviou diversos currículos e, mais tarde, surgiu uma entrevista para trabalhar com Alan Ducasse – o chefe que reúne mais estrelas Michelin em todo o Mundo, tem 19. Apesar de adorar a Ladurée, não quis recusar a entrevista e levou Telmo Moutinho como tradutor. Quando o entrevistador descobriu que Telmo Moutinho trabalhava no Atelier Robouchon, desafiou-o a ir trabalhar com Ducasse: ofereceram-lhe uma promoção, um convite irrecusável. Ficou como Chef Partie do Jules Verne, no 2º andar da Torre Eiffel.

Dois anos e meio depois, trocou a alta cozinha por uma boutique e mudou-se para a Ladurée Paris, de onde saíram os convites para integrar a Ladurée Internacional: “Vi várias coisas noutros países, outros estilos de pastelaria e outras técnicas, mas em Portugal fazemos coisas incríveis só com gemas e açúcar, praticamente”.

No regresso a Portugal, passou pela Confeitaria Nacional e atualmente é o responsável pelas sobremesas do Alma, Chiado. “Sou alguém que gosta de reinterpretar ou recriar a nossa pastelaria. Sei que um pastel de nata há-de ser sempre um pastel de nata, mas no Alma com um 'petit four' servimos um pastel de nata reinventado, digamos assim, e é isso que gosto de fazer”, diz.

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